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Dois homens acusados do homicídio da jornalista Lyra McKee em tribunal

Dois homens acusados do homicídio da jornalista Lyra McKee em 2019, baleando-a enquanto cobria tumultos em Londonderry, compareceram hoje em tribunal. 

Dois homens acusados do homicídio da jornalista Lyra McKee em tribunal

Além de homicídio, Peter Géaroid Cavanagh, de 33 anos, e Jordan Devine, de 21 anos, também são acusados de porte de arma de fogo e munições, posse e arremesso de engenhos incendiários tipo 'cocktail molotov', fogo posto e desordem.

Os procuradores disseram que os dois arguidos teriam estado com o atirador que disparou o tiro fatal. 

Um juiz libertou os dois homens sob fiança até a próxima audiência, em 07 de outubro.

Um terceiro homem, Joe Campbell, de 20 anos, acusado de posse e arremesso de engenhos incendiários e desordem, compareceu por videoconferência.

Um quarto homem, de 19 anos, detido juntamente com estes três suspeitos na quarta-feira, foi libertado sem ser acusado.

McKee, de 29 anos, estava a observar os confrontos contra a polícia naquela cidade da Irlanda do Norte, também conhecida como Derry, quando foi atingida por tiros em 08 de abril de 2019. 

O Novo IRA (New Ira), um pequeno grupo paramilitar que se opõe ao processo de paz da Irlanda do Norte, disse que os seus membros dispararam contra McKee acidentalmente e que o alvo eram os agentes da polícia.

A investigação já tinha resultado na acusação por homicídio, em meados de fevereiro de 2020, de Paul McIntyre, de 53 anos, mas o advogado alegou que não foi ele quem disparou.

Em julho de 2020, um outro homem de 27 anos foi indiciado por violações da lei sobre armas de fogo.

A arma do crime foi encontrada e identificada em meados de junho de 2020.

McKee era uma jornalista influente, que escreveu sobre a sua experiência enquanto homossexual na Irlanda do Norte e as dificuldades da geração de "bebés do cessar-fogo", uma referência aos jovens que cresceram após o acordo de paz da Sexta-feira Santa de 1998, que encerrou três décadas de violência sectária.

Centenas de pessoas compareceram ao funeral de McKee, incluindo os primeiros-ministros do Reino Unido e da Irlanda e líderes políticos das comunidades protestantes e católicas da Irlanda do Norte. 

A sua morte ajudou a impulsionar um esforço bem-sucedido para fazer com que políticos rivais formassem uma coligação para restaurar o Governo regional da Irlanda do Norte, inexistente desde as eleições de 2017 por falta de entendimento entre o Partido Democrata Unionista [DUP] e o Sinn Féin.

Leia Também: Mais quatro detenções no âmbito de homicídio de jornalista irlandesa

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