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Coreia do Norte ameaça Coreia do Sul com "grande crise de segurança"

A Coreia do Norte ameaçou hoje a Coreia do Sul com uma "grande crise de segurança" devido aos exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos, cujos treinos preparatórios começaram esta semana.

Coreia do Norte ameaça Coreia do Sul com "grande crise de segurança"
Notícias ao Minuto

06:32 - 11/08/21 por Lusa

Mundo Coreia do Norte

O chefe do Departamento da Frente Unida (responsável pelos assuntos intercoreanos), Kim Yong-chol, manifestou-se contra estes exercícios numa declaração publicada pela agência de notícias estatal norte-coreana, a KCNA. Uma ameaça que Kim Yo-jong, a irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, já fizera na véspera.

"Devemos fazê-los pagar as consequências por estragarem a oportunidade de melhorar os laços intercoreanos e por responderem à nossa boa vontade com comportamento hostil", escreveu Kim Yong-chol.

"Ignorando os nossos conselhos, optaram por uma aliança com uma potência estrangeira em vez de harmonia com o seu próprio povo, escalada em vez de aliviar tensões e confrontos em vez de melhorar as relações", acrescentou.

Os militares norte-coreanos afirmam que o Norte fará com que o Sul se aperceba "de quão perigosas são as escolhas feitas e quão perto estão de uma grande crise de segurança por causa dessas decisões".

Os ataques verbais a Seul e Washington ocorrem apenas duas semanas após as duas Coreias terem retomado as comunicações telemáticas, a pedido de Pyongyang.

Não se sabe porque é que os aliados decidiram avançar com as manobras, que já foram canceladas em 2018 para facilitar a aproximação.

Alguns peritos sugeriram que Seul pode estar a optar por uma maior cautela em vez de se curvar aos desejos do regime norte-coreano, que no ano passado decidiu unilateralmente deixar de utilizar linhas de comunicação transfronteiriças e destruiu o gabinete de ligação intercoreano, localizado no seu território, mas construído com fundos públicos da Coreia do Sul.

A decisão da Coreia do Norte foi justificada como um protesto contra o envio de balões de propaganda antirregime por ativistas na Coreia do Sul, uma atividade que Seul proíbe agora, depois de aprovada uma lei controversa que os críticos dizem violar a liberdade de expressão.

Leia Também: Cerca de 5.000 pessoas retiradas na Coreia do Norte devido a inundações

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