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Cerca de 300 incêndios registados na amazónia desde o início de 2021

Cerca de 300 incêndios foram registados em toda a área da amazónia desde o início de 2021, a maioria deles concentrada no Brasil, informou hoje o Centro de Monitoramento da Amazónia Andina (MAAP).

Cerca de 300 incêndios registados na amazónia desde o início de 2021

No total, são 287 grandes incêndios detetados a partir de informações de satélites espaciais na bacia amazónica, compartilhados por Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

O Brasil concentra 77% dos incêndios registados em todo o território amazónico, acumulando 221 eventos, que afetaram cerca de 57.000 hectares, seguido pela Bolívia com 36 (13%), Peru com 24 (8%) e Colômbia com seis (2%) .

Os incêndios no Brasil dobram o número de eventos semelhantes registados nas mesmas datas em 2020, um ano que já foi particularmente intenso com 2.250 incêndios detetados ao longo da temporada.

Quase 70% dos incêndios que ocorreram em território brasileiro correspondem a grandes áreas que foram desflorestadas nos meses anteriores para, presumivelmente, instalar lavouras ou terras para a pecuária.

Os números diferem dos divulgados no Brasil onde são contabilizados e divulgados mensalmente e também anualmente dados sobre focos de calor na floresta captados pelos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) órgão ligado ao Ministério da Ciência de Tecnologia do país.

Segundo os dados do MAAP, os incêndios na amazónia ocorreram principalmente em campos, onde foram queimadas uma área equivalente a 35 mil hectares.

"Essas áreas eram florestas há apenas um ano", alertou o pesquisador principal do MAAP, Matt Finer, durante uma conferência sobre o assunto organizada pelas organizações de Conservação da Amazónia e Servir-Amazonía.

O estado do Mato Grosso regista 43% de todos os incêndios detetados no Brasil, seguido por Amazonas (29%), Pará (14%), Rondônia (12%) e Acre (2%).

Dos 35 incêndios registados na Bolívia, a maioria ocorreu nos departamentos de Santa Cruz e Beni, onde as chamas devastaram cerca de 19.000 hectares de pastagens naturais.

Enquanto isso, no Peru os incêndios se concentraram na selva montanhosa da encosta oriental dos Andes, com um total de 2.600 hectares impactados.

A amazónia teve o terceiro pior ano de sua história em 2020, perdendo 2,3 milhões de hectares de floresta, área semelhante ao tamanho de El Salvador, e registando índices históricos de desflorestamento na Bolívia, Equador e Peru.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta, com cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

Leia Também: Dois mortos em fogos florestais que se multiplicam na Bulgária

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