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Myanmar, Anunciado cessar-fogo temporário devido a crise humanitária

A Força de Defesa do Povo Karen, uma milícia civil que se opõe à Junta Militar em Myanmar (ex-Birmânia), declarou um cessar-fogo temporário devido à crise humanitária provocada pelos mais de 100.000 deslocados no estado de Kayah, no leste.

Myanmar, Anunciado cessar-fogo temporário devido a crise humanitária
Notícias ao Minuto

16:59 - 15/06/21 por Lusa

Mundo Myanmar

A decisão, tomada a pedido de organizações civis e líderes religiosos do estado, foi tomada depois de as Nações Unidas terem alertado para a dramática situação dos deslocados, incluindo crianças, devido à falta de alimentos, medicamentos e abrigo.

O relator especial da ONU para os Direitos Humanos em Myanmar, Tom Andrews, avisou na semana passada sobre o risco de mortes em massa devido à falta dessas condições.

Andrews afirmou que há relatos de que o exército birmanês está a bloquear a chegada de ajuda humanitária aos civis, enquanto os soldados da Junta Militar, que tomou o poder em 01 de fevereiro num golpe de estado, foram acusados de colocar minas antipessoais no terreno.

Os mais de 100.000 deslocados pelos combates entre o Exército e as milícias estão em áreas florestais ou fugiram para o estado vizinho de Shan.

Além da Força de Defesa do Povo Karen, as Forças Armadas de Myanmar enfrentam outras milícias civis formadas a partir do golpe de Estado, algumas delas sob a autoridade do governo alternativo pró-democrático, e intensificaram os conflitos com as guerrilhas étnicas, que reclamam maior autonomia para as suas regiões.

Pelo menos 863 civis morreram desde a revolta pela brutal repressão das forças de segurança contra as manifestações pacíficas de oposição ao comando militar, segundo dados da Associação de Assistência a Presos Políticos (AAPP).

O exército birmanês justificou o golpe de estado por uma suposta fraude eleitoral nas eleições de novembro passado, nas quais o governo liderado por Aung San Suu Kyi venceu, tal como em 2015, e que foram consideradas legítimas por observadores internacionais.

Leia Também: Human Rights Watch acusa ONU de partilhar dados de refugiados rohingya

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