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Pequim acusa Washington de ignorar o sofrimento dos palestinianos

A China acusou hoje os Estados Unidos de "ignorarem o sofrimento dos palestinianos", após Washington ter bloqueado uma reunião do Conselho de Segurança da ONU dedicada ao conflito no Médio Oriente.

Pequim acusa Washington de ignorar o sofrimento dos palestinianos

Os Estados Unidos, principal aliado diplomático de Israel, recusaram que uma reunião virtual pública consagrada ao conflito israelo-palestiniano decorresse hoje, mas acabaram por aceitar que se realize no domingo.

A China, que preside este mês ao Conselho de Segurança, tomou a defesa dos palestinianos ao nível das Nações Unidas, onde utiliza frequentemente o seu direito de veto para bloquear moções que visam os seus aliados, como a Síria.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying, considerou, em declarações à imprensa, que Washington se opunha assim sozinho à vontade da comunidade internacional.

"Os Estados Unidos repetem que se preocupam com os direitos dos muçulmanos (...) mas ignoram o sofrimento dos palestinianos", insistiu Hua.

A porta-voz chinesa comparou a situação com a do interesse de Washington pelos uigures, grupo turcófono muçulmano do noroeste da China, que várias organizações de defesa dos direitos humanos acusam Pequim de reprimir.

"Os Estados Unidos deviam perceber que as vidas dos palestinianos também são preciosas", salientou.

Desde segunda-feira, os Estados Unidos aceitaram duas reuniões urgentes à porta fechada do órgão executivo das Nações Unidos sobre o conflito israelo-palestiniano, mas recusaram em ambas declarações comuns pedindo a suspensão das hostilidades, considerando-as "contraproducentes" nesta fase.

Nas suas tomadas de posição desde o início do conflito, os Estados Unidos reafirmaram o direito de Israel a defender-se contra os tiros de 'rockets' de grupos armados palestinianos na Faixa de Gaza, controlada pelo movimento islâmico Hamas, mas também apelaram à diminuição da violência.

Israel tem respondido com intensos bombardeamentos ao enclave, tendo Washington pedido ainda ao Estado hebreu para fazer "todo o possível para evitar vítimas civis".

Pelo menos 119 pessoas morreram na Faixa de Gaza e nove em Israel desde o início do conflito militar na segunda-feira.

A luta entre Israel e o Hamas iniciou-se após semanas de tensões israelo-palestinianas em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo, nesta zona da cidade ilegalmente ocupada e anexada pelo Estado hebreu, de acordo com a lei internacional.

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