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Voto nulo sem precedente de mais de 16% marca eleições no Equador

O voto nulo representou 16,29% dos 98,40% dos votos já apurados na segunda volta das eleições presidenciais no Equador, numero sem precedentes no país, aparentemente resultado dos apelos do líder indígena Yaku Pérez ao voto de protesto.

Voto nulo sem precedente de mais de 16% marca eleições no Equador

Segundo a agência de notícias EFE, o portal na internet do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) reflete que com quase todos os votos contados, 1.676.124 eleitores votaram nulo, apoiando aparentemente o apelo da liderança indígena.

O valor está acima da média histórica de 9% e também acima do maior número de votos nulos ocorrido na primeira volta das presidenciais de 2006, que atingiu 11,80%.

O candidato presidencial na primeira volta das presidenciais do movimento político indígena Pachakutik, Yaku Pérez, pediu aos seus apoiantes que votassem nulo em protesto contra o que considerou fraude eleitoral ocorrida nas eleições de 07 de fevereiro.

Pérez denunciou que a primeira volta das presidências foi objeto de fraude e inconsistências eleitorais, embora os órgãos competentes tenham recusado o seu pedido de recontagem de votos em várias províncias do país.

O movimento político de Pérez conquistou a maior representação de uma formação indígena no Parlamento do Equador nas eleições legislativas em 07 fevereiro, tornando-se a segunda força política com 26 membros da Assembleia.

Segundo dados oficiais, o candidato conservador Guillermo Lasso encontra-se com 52,52% dos votos e Andrés Arauz -- da esquerda e herdeiro do ex-Presidente Rafael Correa - com 47,48%. A diferença de votos entre os dois candidatos é de cerca de 420.000, e tudo indica que não será substancialmente alterada, embora a recontagem ainda esteja em aberto.

Na sua terceira candidatura à Presidência, Lasso reclamou a vitória e disse ainda que com voto os equatorianos expressaram a "necessidade de mudança" no país.

Andres Arauz já admitiu a sua derrota na segunda volta das eleições presidenciais que ocorreu domingo no Equador.

Os líderes do Uruguai, Luis Lacalle Pou, da Colômbia, Iván Duque, do Chile, Sebastián Piñera, de Honduras, Juan Orlando Hernández, do Panamá, Laurentino Cortizo, já felicitaram Guillermo Lasso.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, também felicitou Lasso, não só pelo seu primeiro lugar, mas pelo "seu respeito às instituições democráticas".

Mauricio Macri, presidente da Argentina entre 2015 e 2019, afirmou que o triunfo de Lasso "é muito importante para o Equador e para a região".

O líder da oposição venezuelana Juan Guaidó - que vários países reconhecem como o Presidente interino da Venezuela -- disse que contava com a ajuda de Lasso na luta venezuelana.

"É vital a união daqueles que querem liberdade e democracia para a região, ameaçada por ditaduras como a de (Nicolás) Maduro", declarou Guaidó.

Pouco mais de 13 milhões de eleitores foram chamados às urnas neste domingo no Equador e suas representações no exterior, onde 410.000 eleitores foram autorizados a votar.

Leia Também: Guillermo Lasso declara-se vencedor das eleições presidenciais no Equador

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