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Partido do Governo reivindica vitória nas legislativas da Costa do Marfim

O partido governamental da Costa do Marfim reclamou hoje a vitória nas eleições legislativas de sábado, pouco depois de uma reivindicação semelhante por parte da oposição.

Partido do Governo reivindica vitória nas legislativas da Costa do Marfim

"O nosso objetivo era ganhar cerca de 60% dos lugares, estamos lá", disse Adama Bictogo, o número dois da União dos Houphouëtistas para a Democracia e a Paz (RHDP, na sigla em francês), numa altura em que os resultados oficiais ainda não foram anunciados pela Comissão Eleitoral Independente.

"Nesta fase da contagem, as primeiras tendências das Comissões Eleitorais locais mostram claramente que o nosso partido sairá vitorioso com uma confortável maioria", acrescentou Bictogo numa conferência de imprensa em Abidjan.

O Partido Democrático da Costa do Marfim (PDCI), do antigo presidente Henri Konan Bédié, que nestas eleições se aliou à Frente Popular da Costa do Marfim (FPI, na sigla em francês) do ex-Presidente Laurent Gbagbo, tinha já reivindicado hoje a vitória da oposição nas eleições legislativas.

"Nós reivindicamos vitória", disse, em conferência de imprensa, o coordenador geral do PDCI, Niamkey Koffi.

O responsável, citado pela agência France-Presse, adiantou que o partido, juntamente com os seus aliados, pensa ter conquistado "cerca de 128 lugares no parlamento, a maioria" de um total de 255 deputados da Assembleia Nacional.

A declaração do PDCI surgiu na sequência da divulgação, hoje, pela Comissão Eleitoral Independente (CEI), de "uma pequena parte" dos resultados eleitorais.

"A nossa preocupação é a manipulação dos resultados", disse Niamkey Koffi, alertando "o Governo para qualquer tentativa de distorção da votação".

O responsável denunciou "resultados provisórios, adulterados e manipulados", bem como "tentativas de reverter os resultados" em várias grandes cidades e distritos importantes, onde o PDCI reivindica vitória no sufrágio.

Segundo Koffi, a participação no ato eleitoral de sábado "não ultrapassou os 20%", a nível nacional, contra os 34% alcançado nas eleições legislativas de 2016, tendo justificado aquela percentagem com o "medo da violência" por parte dos eleitores.

Os eleitores da Costa do Marfim votaram, no sábado, num ambiente calmo e sem incidentes graves para escolher os 255 deputados do parlamento, quatro meses após uma eleição presidencial marcada por tumultos que causaram vários mortos e feridos.

Pela primeira vez em 10 anos, todos os principais atores políticos participaram nas eleições legislativas, depois de a oposição ter boicotado as eleições presidenciais de 31 de outubro de 2020, marcadas antes e depois da votação pela violência que deixou 87 mortos e quase 500 feridos.

As mesas de voto fecharam às 18:00 (locais e GMT) e a contagem começou imediatamente, estimando-se que os resultados seriam divulgados pela CEI à medida que a contagem avance.

Além do esfaqueamento de três pessoas no bairro de Port-Bouët, em Abidjan, a votação decorreu sem incidentes graves em todo o país, segundo jornalistas e observadores destacados para o terreno.

Mais de 1.500 candidatos disputaram o voto de cerca de sete milhões de eleitores em 205 círculos eleitorais, que elegerão 255 deputados.

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