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EUA deportaram ex-guarda de campo de concentração para a Alemanha

O homem de 95 anos chegou este sábado ao país natal.

EUA deportaram ex-guarda de campo de concentração para a Alemanha

Um antigo guarda de um dos campos de concentração nazis foi deportado dos Estados Unidos para a Alemanha. O homem, agora com 95 anos, chegou este sábado ao país natal, onde está detido pela polícia para interrogatório.

Os serviços de imigração, citados pela Associated Press, esclareceram num comunicado que Friedrich Karl Berger, de nacionalidade alemã, foi enviado para a Alemanha por ter servido como guarda no campo de concentração de Neuengamme em 1945. O caso foi investigado pelo Departamento de Justiça norte-americano.

De acordo com as autoridades norte-americanas, Friedrich é suspeito de ter sido cúmplice na morte de prisioneiros enquanto era guarda entre janeiro e abril de 1945 no complexo do campo de concentração de Neuengamme, no sudeste de Hamburgo, e num dos seus campos externos perto de Meppen, em particular durante uma operação de evacuação em março de 1945.

O ex-guarda mudou-se em 1959 para o Tennessee, na região sudeste dos Estados Unidos, e viveu lá sem ninguém saber sobre o seu passado por muitos anos. Os investigadores começaram a procurá-lo quando documentos da época nazi com o seu nome foram encontrados em 1950 num navio afundado no Mar Báltico.

As autoridades alemãs confirmaram que Friedrich chegou hoje a Frankfurt e foi entregue aos investigadores do estado de Hesse para interrogatório. A decisão da deportação do antigo guarda nazi já tinha sido tomada por um tribunal do estado norte-americano do Tennessee em fevereiro de 2020. Apesar da idade avançada, o idoso encontra-se de boa saúde e capaz de acompanhar um interrogatório.

Os procuradores alemães ainda ponderaram a possibilidade de acusar Friedrich, mas acabaram por decidir em dezembro do ano passado arquivar a investigação, pois não tinham como refutar o relato do próprio sobre os seus serviços em Neuengamme. O homem admitiu às autoridades norte-americanas ter trabalhado como guarda num subcampo do campo de concentração principal de Neuengamme, a noroeste da Alemanha, algumas semanas perto do fim da guerra, mas disse que nunca viu nenhum abuso ou assassinato ser cometido.

No entanto pediram que fosse interrogado novamente quando regressasse à Alemanha para determinar se poderia ser acusado de cumplicidade. Nos últimos anos, os procuradores alemães têm argumentado com sucesso que, ao ajudar nas funções de um campo de extermínio ou de concentração, os guardas podem ser considerados culpados de cumplicidade de homicídio, mesmo que não haja provas da sua participação num crime específico.

O campo de concentração de Neuengamme foi inicialmente fundado em 1938 como um subcampo do campo de concentração de Sachsenhausen, localizado mais a leste em Brandenburg, e tornou-se um campo de concentração independente em 1940.

De acordo com o memorial do campo, os prisioneiros foram usados ali como trabalhadores forçados para a economia de guerra, em que 106 mil pessoas foram deportadas para lá, 55 mil das quais morreram, a maioria delas de exaustão no trabalho.

Leia Também: Presidente alemão garante esclarecimento sobre atentado neonazi há um ano

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