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Guiné-Bissau ativa rastreio do Ébola e mantém fronteira aberta

O Governo da Guiné-Bissau decidiu hoje ativar a equipa de rastreio do Ébola e manter as fronteiras abertas com a Guiné-Conacri, seguindo as recomendações apresentadas pelo Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES).

Guiné-Bissau ativa rastreio do Ébola e mantém fronteira aberta
Notícias ao Minuto

19:53 - 18/02/21 por Lusa

Mundo Ébola

Segundo um comunicado do Conselho de Ministros, divulgado à comunicação social, o Governo deliberou "reconstruir a equipa de rastreio do Ébola", que tinha sido criada em 2014, e manter as fronteiras com a Guiné-Conacri abertas nos três pontos de entrada, nomeadamente Bruntuma, Pitche-Fulamor e Cuntabane.

Em declarações à Lusa na quarta-feira, o coordenador do COES, Dionísio Kumba, disse que o plano de resposta ao Ébola criado em 2014 já estava a ser atualizado e recomendava a manutenção da fronteira aberta.

A Guiné-Bissau foi um dos países notificados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) devido aos surtos de Ébola que apareceram recentemente na República Democrática do Congo (RDCongo) e na Guiné-Conacri, país com o qual faz fronteira.

A Guiné-Conacri declarou em 14 de fevereiro o primeiro surto de Ébola no país após cinco anos, que já resultou na morte de cinco pessoas.

O anterior surto, que surgiu em finais de 2013 na Guiné-Conacri, alastrou posteriormente aos vizinhos Libéria e Serra Leoa, tendo causado mais de 11.300 mortos, 2.500 dos quais na Guiné-Conacri.

Dados avançados hoje pelo Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (África CDC), apontam, contudo, oito casos confirmados de Ébola e seis prováveis na região de N'Zerekore e um caso na capital, Conacri.

Foram ainda identificados 125 contactos, 10 dos quais estão a ser monitorizados.

Na República Democrática do Congo, o África CDC fala de quatro casos confirmados, duas mortes e 369 contactos identificados, 326 dos quais estão a ser monitorizados.

Numa outra conferência, o diretor do África CDC, John Nkengasong, admitiu que "existe um sério risco" de o Ébola se propagar a outros países da África Ocidental porque "os locais onde foram identificados casos concentram muito movimento de pessoas".

O vírus Ébola, que provoca febres altas, vómitos e diarreias, foi identificado pela primeira vez em 1976 na RDCongo e deve o seu nome a um rio no norte do país, perto do qual teve origem o primeiro surto.

O Ébola é transmitido entre humanos através de fluidos corporais como sangue ou fezes e tem uma taxa de letalidade muito elevada, que varia entre 50% e 90%, de acordo com a OMS.

Leia Também: Covid-19: Guiné-Bissau regista mais 26 casos

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