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Golpe de Estado em Myanmar: Vídeo mostra detenção de membro do parlamento

Durante o início da manhã desta segunda-feira foi detida a chefe do governo civil de Myanamar, o Presidente do país, e outros líderes governamentais.

Notícias ao Minuto

08:27 - 01/02/21 por Notícias ao Minuto com Lusa

Mundo Myanmar

O Exército de Myanmar tomou controlo, esta segunda-feira, do país.

Num golpe de Estado, os militares declararam o Estado de Emergência e assumiram o comando do país (antiga Birmânia) durante um ano, informou um canal televisivo controlado por militares.

A chefe do governo civil de Myanamar, Aung San Suu Kyi, foi detida ao amanhecer, tal como o Presidente do país, Win Myint, e outros líderes governamentais.

Nas redes sociais, foi partilhado um vídeo, difundido pela Reuters, no qual é possível ver a detenção de um membro do parlamento, cuja identidade não foi divulgada.

Veja na galeria acima as imagens

Numa declaração divulgada hoje na cadeia de televisão do exército Myawaddy TV, os militares acusaram a comissão eleitoral do país de não ter posto cobro às "enormes irregularidades" que dizem ter existido nas legislativas de novembro, que o partido de Aung San Suu Kyi venceu por larga maioria.

"Estabeleceremos uma verdadeira democracia multipartidária", anunciaram também os militares num comunicado publicado na rede social Facebook, acrescentando que o poder será transferido após a realização de "eleições gerais livres e justas".

Os militares evocaram ainda os poderes que lhes são atribuídos pela Constituição, redigida pelo Exército, permitindo-lhes assumir o controlo do país em caso de emergência nacional.

As detenções e a proclamação do Exército surgem num momento em que o parlamento eleito nas anteriores eleições se preparava para iniciar a sua primeira sessão, dentro de algumas horas.

Os Estados Unidos exigiram já a libertação dos líderes detidos e ameaçaram reagir em caso de recusa.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou "firmemente" a detenção da chefe de facto do Governo de Myanmar, considerando as ações dos militares um "rude golpe" contra as reformas democráticas.

Austrália, Singapura e Japão também condenaram as ações dos militares.

Leia Também: Exército de Myanmar promete novas eleições dentro de um ano

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