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Macron diz que depender da soja do Brasil é apoiar desflorestação

O Presidente francês, Emmanuel Macron, relacionou hoje a produção de soja brasileira com a desflorestação da Amazónia, frisando que luta para que a Europa produza esse grão, como forma de proteger o ambiente.

Macron diz que depender da soja do Brasil é apoiar desflorestação
Notícias ao Minuto

22:11 - 12/01/21 por Lusa

Mundo Macron

"Continuar a depender da soja brasileira seria apoiar a desflorestação da Amazónia. Somos consistentes com as nossas ambições ecológicas, estamos a lutar para produzir soja na Europa", escreveu Macron na rede social Twitter.

O Presidente francês lidera esta semana o 'One Planet Summit', uma cimeira constituída por cerca de 30 chefes de Estado, empresários, representantes de Organizações Não-Governamentais (ONG), cujo tema é dedicado à preservação da biodiversidade.

"Quando importamos a soja produzida a partir da floresta destruída no Brasil, nós não estamos a ser coerentes. (...) Precisamos da soja brasileira para viver? Vamos começar a produzir soja europeia ou equivalente", acrescentou ainda Macron, num vídeo partilhado na mesma rede social.

O aumento da destruição da Amazónia, maior floresta tropical do mundo, tem levado alguns países europeus a ameaçarem não ratificar o acordo de livre comércio assinado no ano passado entre a União Europeia (UE) e o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai).

Entre as vozes que mais se opõem à atual versão do acordo comercial está Macron, que ameaçou não ratificar o documento se o Brasil não tomar as medidas necessárias para proteger a Amazónia.

Em agosto último, também a chanceler alemã, Angela Merkel, cujo executivo foi um dos grandes promotores deste acordo, manifestou por seu lado "sérias dúvidas" quanto ao impacto do acordo na desflorestação da maior floresta tropical do mundo.

Em 2019, que coincidiu com o primeiro ano do atual Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, no poder, a perda de cobertura vegetal na Amazónia aumentou 85%, para 9.165 quilómetros quadrados, o maior nível de desflorestação registado desde 2016, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Quer a desflorestação, quer os fortes incêndios que lavraram na Amazónia nesse ano, levaram a uma forte contestação internacional, que incluiu críticas a Bolsonaro por parte do seu homólogo francês, Emmanuel Macron.

Além disso, em setembro passado, um relatório de 184 páginas sobre desflorestação no Brasil, feito por uma comissão de avaliação presidida pelo economista francês Stefan Ambec, indicou o aumento da produção de carne bovina, soja e milho como fatores para essa degradação florestal, visão que foi contestada pelo executivo brasileiro.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta, com cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

Leia Também: Macron defende democracia e condena invasão do Capitólio

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