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Governo timorense prevê que economia recue este ano 6%

O Governo timorense prevê que a economia recue este ano 6%, voltando ao crescimento em 2021 com taxas "aquém do potencial", segundo a proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2021, a que a Lusa teve acesso.

Governo timorense prevê que economia recue este ano 6%

O cenário macroeconómico, considera o Governo, está condicionado pelos efeitos combinados "de um orçamento atrasado [para 2020], incerteza política e as medidas de prevenção e combate à pandemia de covid-19", incluindo os sucessivos estados de emergência.

Uma situação que deixa antever "um crescimento negativo do PIB de cerca de -6,0%, esperando-se que em 2021 se volte ao crescimento positivo e que essa evolução se prolongue em 2022", pode ler-se no documento.

"Contudo, as taxas de crescimento irão continuar aquém do potencial de Timor-Leste, o que irá atrasar o regresso aos níveis anteriores à crise económica", sustenta o Governo, antevendo um aumento do PIB de apenas 2,8% no próximo ano e de 2% em 2022.

A proposta de lei do OGE, que a vice-ministra das Finanças, Sara Brites, e o ministro dos Assuntos Parlamentares e Comunicação Social, Francisco Jerónimo, entregam hoje ao Parlamento Nacional para tramitação, surge duas semanas depois da aprovação do OGE de 2020, que está ainda por promulgar pelo Presidente da República.

No caso de Timor-Leste, os problemas económicos que o país já enfrentava desde a crise política que começou em 2017 agudizaram-se com a pandemia da covid-19 e várias medidas para a combater, incluindo fecho de fronteiras e outras restrições.

"Apesar de as fronteiras terem voltado a abrir, os fluxos de pessoas e mercadorias estão, ainda, muito abaixo do observado antes da pandemia, sendo previsível que o regresso à normalidade ainda leve algum tempo a acontecer e esteja dependente da evolução epidemiológica observada nos próximos meses", refere o Governo.

"Os impactos económicos da pandemia e das medidas de prevenção e combate foram muito substanciais", nota o executivo.

Apesar da crise política, e depois dos recuos da economia em 2017 e 2018, o Governo estima que a economia tenha crescido 2,7% no ano passado.

Ainda que várias medidas adotadas pelo Governo tenham reduzido parte do impacto da crise nas famílias e empresas, o Governo destaca o menor consumo e investimento públicos, com uma queda paralela do consumo privado, especialmente durante os primeiros períodos do estado de emergência.

No que toca à inflação, o Governo refere que os preços devem ter aumentado apenas 0,7% este ano, mas deverão crescer 2,1% em 2021 e 2,7% em 2022.

A proposta de OGE para 2021 adota uma nova metodologia, integrando três orçamentos distintos: o Orçamento da Administração Central, o Orçamento da Região Administração Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA) e o Orçamento da Segurança Social (OSS).

Nesse âmbito, a despesa global consolidada é de 2.029,5 milhões de dólares (1.726 milhões de euros), englobando 1.797,2 milhões de dólares (1.528,8 milhões de euros) da Administração Central, 127 milhões de dólares (108 milhões de euros) da RAEOA e cerca de 177,28 milhões de dólares (150,8 milhões de euros) da Segurança Social.

Excluindo o OSS, o Governo prevê que os gastos em salários e vencimentos atinjam os 239,26 milhões de dólares (202,63 milhões de euros) e que as despesas com bens e serviços somem 421,49 milhões de dólares (356,97 milhões de euros).

Para transferências públicas estão previstas despesas no valor de 669,91 milhões de euros (567,34 milhões de euros), em capital de desenvolvimento 503,20 milhões de dólares (426,16 milhões de euros) e em capital menor 61,14 milhões de dólares (51,78 milhões de euros).

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