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Líbano: Emmanuel Macron apela à instalação rápida de um governo de missão

O presidente francês, Emmanuel Macron, apelou à instalação de um "governo de missão", no "mais breve espaço de tempo possível", quando chegou ao Líbano, na noite de segunda-feira, horas depois da designação de um primeiro-ministro libanês.

Líbano: Emmanuel Macron apela à instalação rápida de um governo de missão
Notícias ao Minuto

23:54 - 31/08/20 por Lusa

Mundo Líbano

"Vi que se tinha iniciado nas últimas horas um processo que permitiu fazer emergir uma figura como primeiro-ministro. Não me pertence nem aprovar nem comentar (...), mas assegurar-me que vai mesmo ser constituído um governo de missão, o mais depressa possível, para realizar reformas", declarou Macron, à sua chegada ao aeroporto de Beirute.

"A minha posição é sempre a mesma, a de exigência sem ingerência", acrescentou.

O objetivo da visita do presidente francês, a segunda desde a explosão trágica em 04 de agosto, é o de tentar ajudar a tirar o país do marasmo, mas também celebrar o primeiro centenário do Grande Líbano, proclamado nas fronteiras atuais pelo general francês Henri Gouraud, em 01 de setembro de 1920.

"Vamos ter amanhã (terça-feira) a ocasião, não apenas para comemorar, mas de procurar obter todas as lições e projetar-nos para o futuro", declarou Macron.

O avião presidencial aterrou às 21.00 locais (19.00 de Lisboa), constatou um correspondente da AFP.

Acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, e das Solidariedades e da Saúde, Olivier Véran, Emmanuel Macron foi acolhido pelo seu homólogo libanês, Michel Aoun.

Apenas algumas horas antes da chegada de Mácron, foi nomeado um novo primeiro-ministro, o atual embaixador na Alemanha, Moustapha Adib, que se comprometeu com a aplicação imediata das reformas reclamadas pela comunidade internacional.

Adib, um universitário de 48 anos pouco conhecido, foi escolhido como habitualmente pelas forças parlamentares tradicionais, durante consultas no palácio presidencial.

"A hora é de ação", declarou o novo primeiro-ministro, comprometendo-se a formar em "tempo recorde" uma equipa de "peritos", que vai realizar "rapidamente as reformas (...), como ponto de partida para um acordo com o Fundo Monetário Internacional".

Adib foi escolhido no domingo pelos pesos pesados da comunidade sunita, de onde deve provir o chefe do governo, com a presidência a ir, segundo a Constituição para um cristão maronita e a presidência do parlamento para um muçulmano xiita.

Esta escolha foi rapidamente criticada pelo movimento de contestação popular.

"Não há confiança para os que continuam a agarrar-se aos seus cargos e palácios, enquanto enterramos as nossas vítimas e curamos as nossas feridas", segundo a opinião, expressa na rede social Twitter, de Jad Chaaban, um professor universitário, em referência à explosão no porto de Beirute, que provocou 188 mortos e mais de 6.500 feridos.

"A biografia de Moustapha Adib mostra bem que é um homem do sistema e que deve a sua nomeação aos partidos tradicionais", comentou Nadim Houry, diretor da Iniciativa Árabe de Reforma, um centro de investigação.

A explosão causou entre 5,6 mil milhões e 6,8 mil milhões de euros de estragos e perdas económicas e Líbano tem necessidade urgente de 507 milhões a 637 milhões de euros, indicou hoje o Banco Mundial.

Na passada sexta-feira, Macron aludiu aos "constrangimentos de um sistema confessional", que conduziu "a uma situação onde quase que não há renovação" política.

Depois, vários dirigentes políticos têm-se pronunciado a favor de uma mudança do sistema confessional de partilha do poder, como o presidente do parlamento, Nabih Berri.

No domingo, Michel Aoun, surdo até agora aos apelos da rua, apelou à proclamação de um "Estado laico".

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