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Malta permite desembarque de migrantes que estavam amontoados num navio

Malta permitiu na madrugada de hoje o desembarque de 52 migrantes resgatados pelo cargueiro Talia no Mediterrâneo central, após estas pessoas terem passado quase quatro dias amontoados noutro navio em condições insalubres.

Malta permite desembarque de migrantes que estavam amontoados num navio
Notícias ao Minuto

09:25 - 08/07/20 por Lusa

Mundo Refugiados

Os migrantes foram transferidos do navio de transporte de animais que os salvou do mar para um navio das forças armadas de Malta e depois levados para o continente, informaram várias organizações humanitárias que operam na área.

O navio, que acabara de entregar gado na Líbia, deslocava-se para a Espanha, mas na sexta-feira, após receber um aviso de que havia um barco à deriva com 52 pessoas, mudou de rumo para os resgatar.

Após o resgate, nem Itália nem Malta, os países europeus mais próximos, aceitaram assumir a receção destes migrantes e, por isso, estas pessoas passaram quase quatro dias abrigados na Talia.

A situação piorou desde que as condições do mar pioraram no domingo e a tripulação teve que transportá-los para os estábulos dentro do barco, que estavam sujos com excrementos de animais levados para a Líbia.

Várias fotos divulgadas no final de semana nas redes sociais por diferentes organizações não-governamentais (ONG), como a Mediterranea Saving Humans e a Open Arms.

No domingo passado, Malta permitiu o desembarque de dois migrantes por razões médicas.

Na terça-feira, o capitão do cargueiro, o sírio Mohammad Shaaban, implorou ajuda para permitir que essas pessoas desembarcassem.

"Ninguém ouve os nossos pedidos de ajuda. Estamos todos muito cansados e não podemos continuar assim. Precisamos desembarcar essas pessoas, porque estão a dormir em estábulos de animais que não puderam ser limpos antes do resgate", insistiu o comandante num vídeo.

"Eles estão em péssimas condições, em péssimas condições. Quase não temos comida nem água. Por favor, espero que alguém nos ajude", dirigindo-se às autoridades da União Europeia, Malta e Itália.

A organização Alarm Phone, que se dedica a receber alertas em barcos à deriva e que constantemente informa sobre a situação do cargueiro Talia, comemorou o desembarque depois de dias "em condições desumanas" e agradeceu pela "humanidade" da tripulação.

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