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Partidos minoritários da oposição pedem para Supremo nomear autoridades

Representantes de partidos minoritários da oposição, que se distanciaram do líder opositor Juan Guaidó, pediram, quinta-feira, ao Tribunal Supremo de Justiça (STJ) que nomeie novas autoridades eleitorais para as próximas eleições parlamentares.

Partidos minoritários da oposição pedem para Supremo nomear autoridades

"Assumimos a decisão de vir ao STJ para solicitar-lhe que declare omissão legislativa e proceda a eleger um novo organismo eleitoral" explicou aos jornalistas Felipe Mujica, do partido Movimento Ao Socialismo (MAS).

Por outro lado, adiantou que a Venezuela está desde há um ano a tentar encontrar uma solução sobre como eleger um organismo eleitoral para poder convocar eleições no país, o que não foi possível fazer "através do mecanismo que deveria ter sido feito há muito tempo, que é a Assembleia Nacional (AN)".

Mujica recordou que em setembro de 2019 um grupo de partidos minoritários da oposição avançaram com uma mesa de diálogo com o regime do Presidente, Nicolás Maduro.

"A primeira coisa que se decidiu foi que a fração [de deputados afetos] do Governo se reincorporaria à AN para eleger um [novo] organismo eleitoral. Foi criada uma comissão que não funcionou e depois veio a crise de janeiro, o parlamento dividiu-se [em dois, o de Juan Guaidó e o de Luís Parra] e essa divisão decretou a impossibilidade de eleger um novo Conselho Nacional Eleitoral, o que requer dois terços dos seus integrantes", explicou.

O pedido ao STJ teve o aval dos partidos Esperança pelo Câmbio, Soluções, MAS, Avançada Progressista e Copei (democrata cristão).

A Venezuela tem, desde janeiro, dois parlamentos parcialmente reconhecidos, um de maioria opositora, liderado por Juan Guaidó, e um pró-poder, liderado por Luís Parra.

A 27 de maio, o STJ declarou nula a junta de direção da Assembleia Nacional (AN, parlamento), liderada pelo opositor Juan Guaidó, e reconheceu como presidente do parlamento Luís Parra, um dissidente da oposição.

"O STJ declarou a validade da junta de direção da AN, designada no passado 05 de janeiro 2020, para o período parlamentar de 2020-2021" e que integra os "deputados Luís Eduardo Parra Rivero, como presidente, Franklin Duarte como primeiro vice-presidente e José Gregório Noriega como segundo vice-presidente", indicou em comunicado.

O STJ proibiu também "a instalação de um parlamento paralelo ou virtual, o qual não tem nenhum efeito legal" e "qualquer pessoa pública ou privada que empreste ou ceda espaço para tal será considerada em desacato e qualquer ato exercido como tal será nulo".

A decisão do STJ foi tomada na sequência de um pedido de proteção constitucional da oposição contra a AN presidida por Luís Eduardo Parra Rivero.

Deputado venezuelano pelo estado de Yaracuy, Luís Eduardo Parra Rivero foi proclamado presidente da AN em 05 de janeiro com os votos do Grande Polo Patriótico (minoria parlamentar desde finais de 2015).

Em dezembro de 2019, foi expulso do partido Primeiro Justiça, depois de ter sido acusado de pertencer, alegadamente, a uma rede de corrupção conhecida como Operação Alacrán (Escorpião).

A oposição venezuelana afirmou que o objetivo da Operação Alacrán era evitar a reeleição de Juan Guaidó como presidente do parlamento, em janeiro de 2020. De acordo com a imprensa venezuelana, alguns parlamentares opositores teriam sido convidados a votar contra o líder opositor a troco de alguns milhões de dólares.

A crise política, económica e social na Venezuela agravou-se desde janeiro de 2019, quando Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino do país, até afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um Governo de transição e eleições livres. Guaidó conta com o apoio de quase 60 países.

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