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Governo cabo-verdiano pede declaração imediata de situação de emergência

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, defendeu hoje que seja declarada de imediato a situação de emergência no país, possibilidade que já foi discutida esta manhã com o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca.

Governo cabo-verdiano pede declaração imediata de situação de emergência

Numa mensagem ao país, o primeiro-ministro confirmou a reunião com o chefe de Estado e revelou que o Presidente "pondera seriamente a possibilidade de declaração de situação de emergência constitucional" em Cabo Verde.

Tal declaração, afirmou, "irá permitir ao Governo reforçar as medidas de prevenção, nomeadamente a obrigatoriedade legal de as pessoas permanecerem em casa e o encerramento de serviços e empresa privadas, e a obrigatoriedade acrescida de dever de colaboração de todas as entidades com as autoridades sanitárias e de proteção civil".

No espaço de uma semana, Cabo Verde contabilizou quatro casos confirmados de covid-19, em duas ilhas, e um óbito.

"O Governo é favorável à declaração de situação de emergência porque dá ao Governo instrumentos adicionais e reforçados de intervenção e sugere que seja feita de imediato para permitir uma eficácia da execução das medidas em curso", afirmou Ulisses Correia e Silva.

O primeiro caso confirmado de covid-19 no arquipélago surgiu há uma semana, na ilha da Boa Vista. Tratou-se de um cidadão inglês, de 62 anos, que acabou por morrer esta semana. Na mesma ilha, que entretanto foi isolada do restante arquipélago, foram confirmados mais dois casos, também turistas estrangeiros, e já esta semana confirmado o primeiro caso na cidade da Praia, ilha de Santiago.

A partir da meia-noite de hoje, e pelo menos até 17 de abril, são suspensas todas as ligações aéreas e marítimas interilhas, com exceção dos navios que transportam mercadorias, conforme anúncio feito ao país pelo chefe do Governo.

"É agora que temos que ganhar esta guerra. Ganharemos esta guerra com o reforço das medidas preventivas mais duras, mas também com o aumento rápido da consciência social dos cidadãos", afirmou Ulisses Correia e Silva.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 480 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 22.000.

O continente africano registou até hoje 73 mortes devido ao novo coronavírus, ultrapassando os 2.700 casos, em 46 países.

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