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"Emotivo": Último paciente com Ébola no Congo teve alta. Eis os festejos

Enquanto o mundo, ainda assustado, lida com o um novo vírus (o Covid-19), a República Democrática do Congo festeja a alta do último doente com Ébola no país.

O último doente num centro de tratamento de Ébola, em Beni, República Democrática do Congo (RDCongo) teve alta esta terça-feira, anunciou a Organização Mundial de Saúde, adiantando que atualmente não existem casos confirmados da doença no país.

"Atualmente há zero casos de Ébola na RDC após mais de um ano de luta contra a epidemia", anunciou a diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS) para ÁfricaMatshidiso Moeti, na rede social Twitter.

Matshidiso Moeti, que partilhou o vídeo da saída do doente do centro de tratamento de Beni, expressou o seu orgulho de "todos os envolvidos na resposta" à epidemia de Ébola, declarada em 2018. "Estamos esperançados, mas cautelosamente otimistas que, em breve, poderemos declarar o fim da epidemia", acrescentou.

Na galeria acima, pode ver à forma efusiva como os profissionais de saúde celebraram o momento em que a paciente recebeu alta.

"Um dia emotivo", descreveu a OMS África no Twitter, partilhando o momento e a alegria visível dos profissionais de saúde a  festejar a sua "vitória". 

A organização adiantou ainda que continuará em modo de resposta total durante o período de observação.

De acordo com David Gressly, coordenador das Nações Unidas para a resposta ao Ébola, não há casos confirmados de infeções nas últimas duas semanas e nos últimos 21 dias apenas se registaram dois.

Desde que foi declarada a epidemia, em agosto de 2018, e até 1 de março, foram registados 3.444 casos de infeção pelo vírus do Ébola, 3.310 confirmados em laboratório. A doença causou 2.264 mortes (2.130 confirmadas e 134 prováveis) e 1.168 pessoas que se curaram. Existem atualmente 350 casos suspeitos em investigação.

Em 1 de março não havia nenhum caso confirmado da doença pelo 13.º dia consecutivo.

Esta epidemia é a segunda mais mortífera de Ébola de que há registo, sendo apenas ultrapassada pela que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016 e que matou mais de 11.300 pessoas.

O Ébola transmite-se pelo contacto com fluidos corporais infetados e a rapidez do tratamento é determinante para as possibilidades de sobrevivência, sendo que a sua taxa de mortalidade alcança os 90%, caso não seja tratado a tempo.

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