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Maduro pede a Guterres que nomeie comissão para observar eleições

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu hoje ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, que nomeie uma comissão para observar as próximas eleições legislativas, previstas para este ano.

Maduro pede a Guterres que nomeie comissão para observar eleições

"Eu convido o secretário-geral da ONU, o meu amigo António Guterres, e estou a dizer-lhe com tempo que a Venezuela quer que a secretaria-geral da ONU nomeie uma comissão de acompanhantes (observadores) eleitorais, para que sejam testemunhas do dia em que o povo da Venezuela recuperará a sua Assembleia Nacional (parlamento)", disse.

Nicolás Maduro falava em Caracas, no palácio presidencial de Miraflores, durante um ato com simpatizantes, em que estendeu o convite também à União Europeia, México, Argentina, Panamá e Grupo Internacional de Contacto, do qual Portugal e outros países fazem parte.

A iniciativa, que começou com uma marcha e terminou no palácio presidencial, assinalou o 62.º aniversário da queda da ditadura de Marco Pérez Jiménez, um político e militar venezuelano que exerceu o cargo de Presidente entre 1952 e 1958.

Nicolás Maduro adiantou que o seu Governo está a dialogar com um setor da oposição venezuelana para um acordo que permita renovar as autoridades do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e convocar as eleições legislativas que ainda não têm data marcada e nas quais a oposição tem dito que não participará por não confiar nas autoridades eleitorais que acusa de imparcialidade.

"Estão a decorrer conversas de diálogo com vários setores da oposição venezuelana para procurar um acordo que eu quero que se consiga. Quero um acordo com a oposição para renovar a CNE para dar garantias (eleitorais) extras, porque quero ir a uma eleição em que toda a oposição participe", adiantou o chefe de Estado.

O Presidente da Venezuela frisou ainda que também está pronto para dialogar com o Presidente dos Estados Unidos de América, Donald Trump, que apoia os opositores ao seu regime.

"Se algum dia (Donald) Trump for iluminado pela sensatez e se cansar de tantas mentiras de Mike Pompeo (secretário de Estado dos EUA) e de Elliott Abrams (representante especial de Washington para a Venezuela) estaremos prontos para 'estender a mão' ao diálogo, para garantir a paz do povo", disse.

Nicolás Maduro questionou ainda o périplo que o líder opositor, Juan Guaidó, iniciou em19 de janeiro último pela Colômbia, Inglaterra, Bélgica e Suíça, e que incluiu uma visita, na sexta-feira, à França, e, no sábado, a Espanha.

"Desejo que a justiça da Venezuela esteja a acompanhar todos os apoiantes (de Guaidó), de uma intervenção (estrangeira) e de sanções (contra o país), para que tomem as decisões que houver que tomar para fazer justiça. Desejo, como chefe de Estado, que assim seja", disse.

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