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Cabo Verde. Novos ministros são "escolhas naturais"

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, disse hoje que os três novos ministros empossados pelo Presidente da República são "escolhas naturais" e desejou uma integração "com rapidez" para o início dos trabalhos.

Cabo Verde. Novos ministros são "escolhas naturais"

Dois dos novos ministros tomaram posse após José Gonçalves, responsável pela tutela do Turismo e Transportes e também da Economia Marítima, ter pedido para sair do Governo, invocando motivos pessoais, em novembro.

Foram assim criados dois novos ministérios, o da Economia Marítima, que vai ser dirigido por Paulo Veiga, até agora secretário dessa pasta ministerial, enquanto o economista Carlos Santos passa a liderar o Ministério do Turismo e Transportes.

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, empossou igualmente o novo ministro-adjunto do primeiro-ministro e da Integração Regional, Rui Figueiredo Soares, que substitui Júlio Herbert, encontrado sem vida no seu gabinete, em 21 de outubro último.

Para o primeiro-ministro, os novos ministro são "escolhas naturais", começando por dar o exemplo de Paulo Veiga, que vinha desempenhando as funções "com alguma autonomia" e que "faz todo o sentido" a sua passagem a ministro.

No caso de Rui Figueiredo Soares, disse que é "um quadro e um político com reconhecidos méritos, experiência política", que já foi ministro dos Negócios Estrangeiros, pelo que "é natural a sua transição para ministro-adjunto do primeiro-ministro".

Quanto a Carlos Santos, o chefe do Governo disse que tem não só experiência política, mas também competências na área do Turismo e Transportes.

"O que nos dá todas as garantias de fazermos um processo que integra com rapidez aqueles que entram, não há experimentações, pessoas devidamente conhecidas, maduras, com conhecimento dos setores, dão-nos as garantias de um bom desempenho", salientou.

Correia e Silva reforçou que José Gonçalves saiu do Governo por razões pessoas e aproveitou para agradecer ao seu "bom desempenho", em pastas que considerou serem "muito exigentes".

José da Silva Gonçalves começou em 2016 por ser ministro da Economia e Emprego, do Turismo, Transportes Marítimos e Aéreos e era responsável ainda pelas pastas Telecomunicações, Economia Marítima, Economia Digital, Indústria e Comércio, Energia, Formação Profissional e Programa de Estágios Profissionais e Promoção do Emprego.

No início de 2018, numa primeira reestruturação, foram criados algumas secretarias de Estado e Gonçalves passou a acumular os cargos de ministro do Turismo e Transportes e de ministro da Economia Marítima.

Nesta nova reestruturação, os dois ministérios vão passar a ser ocupados cada um por um ministro, sendo que o da Economia Marítima tem sede na ilha de São Vicente.

Questionado se a opção inicial de concentração de todas pastas numa única pessoa foi certa, o primeiro-ministro respondeu que tinha que começar com algum modelo de organização.

"Depois, a execução, desempenho e implementação, foi-nos dando informações de que precisaríamos de criar estruturas menos pesadas relativamente à governação e particularmente em pastas muito exigentes como é o setor da Economia", explicou.

Com esta recomposição, o Governo liderado desde 2016 por Ulisses Correia e Silva passa a contar com um primeiro-ministro, um vice-primeiro-ministro, um ministro de Estado, 12 ministros e cinco secretários de Estado.

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