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Chefe de tecnologia de Trump vem à Web Summit criticar a China

O chefe de tecnologia da Casa Branca aproveitou o palco da Web Summit para apontar o dedo à China, numa altura em que a relação entre os dois países já viu melhores dias. Mas não só, o representante da Casa Branca também aponta o dedo aos "países que abriram os braços" à China.

Chefe de tecnologia de Trump vem à Web Summit criticar a China

Era um dos nomes fortes da Web Summit no painel desta quinta-feira e aproveitou a subida ao palco para dizer que os "americanos se sentem em casa quando vêm à Europa", mas durante o discurso - preso ao papel que trouxe consigo - deixou várias críticas à China e apontou o dedo aos países que lhe "abriram os braços". 

"Temos de nos defender contra governos que estão a minar o sistema (...) o governo chinês construiu um estado autoritário, [que] usa a tecnologia para controlar os cidadãos", disse o 'Chief Technology Officer' (CTO) da Casa Branca, Michael Kratsios, no palco principal da Web Summit. 

Na opinião do representante de Donald Trump, "se permitirmos que Pequim tenha uma influência tão grande nas nossas tecnologias, corremos riscos do passado", alertou. 

A Huawei tem sido um ponto de tensão entre os governos dos EUA e da China. O crescimento 'galopante' da tecnológica chinesa nos últimos anos no mercado mobile tem sido assinalável mas, ainda assim, a empresa também tem feito avanços na área de infraestruturas de redes móveis, nomeadamente no 5G.

A possibilidade de ser a Huawei a implementar tecnologia 5G em estados espalhados por todo o mundo tem sido vista com alguma suspeita por parte dos EUA, que lançou várias acusações de espionagem na direção da empresa chinesa.

Os EUA tomaram medidas no final de maio deste ano, quando incluíram a Huawei na sua 'lista negra' e impediram empresas norte-americanas de negociarem com a tecnológica chinesa. O resultado? Empresas que têm sido parceiras de negócio como a Google ficaram impedidas de fornecer os seus serviços, o que levou a que o próximo topo de gama da Huawei, o Mate 30, se visse impedido de integrar serviços considerados básicos como o Maps ou o Gmail.

Entretanto, prosseguem as negociações entre os EUA e a China que (quem sabe) podem vir a ditar o fim da guerra comercial entre os dois países.

À saída de Michael Kratsios do palco principal, a plateia dividiu-se: metade aplaudiu, a outra metade apupou. 

[Notícia atualizada às 17h20]

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