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Presidente da República Checa pretende revogar reconhecimento do Kosovo

O Presidente da República Checa, Milos Zeman, propôs hoje que o seu país revogue o reconhecimento como país independente do Kosovo, antiga província sérvia, uma sugestão contrariada pelo chefe da diplomacia de Praga.

Presidente da República Checa pretende revogar reconhecimento do Kosovo
Notícias ao Minuto

17:33 - 11/09/19 por Lusa

Mundo Kosovo

Zeman sugeriu esta alteração da posição do Governo checo no segundo e último dia de uma visita oficial à Sérvia, que não reconhece a independência do Kosovo.

No decurso de uma conferência conjunta com o seu homólogo sérvio Aleksandar Vucic, o Presidente checo esclareceu que não pode revogar o reconhecimento por Praga da independência do Kosovo, mas que pretende colocar a questão.

"Não sou um ditador", disse Zeman. "Mas o que posso fazer é perguntar ... Vou perguntar se a questão [revogação da decisão] pode ser concretizada".

Zeman, também conhecido por diversas declarações impetuosas, disse na terça-feira que gosta da Sérvia e do povo sérvio, mas não tem particular apreço pelo Kosovo, com maioria de população albanesa muçulmana.

Hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros checo, Tomas Petricek, considerou não existir motivo para o Governo reconsiderar a sua decisão sobre o Kosovo.

"Apesar de não ver qualquer razão para semelhante debate neste momento, porque a situação nos Balcãs não se alterou, estou disposto a falar com Zeman sobre a sua posição", disse.

Mais de 100 países reconheceram a declaração da independência do Kosovo anunciada em 2008, incluindo 23 Estados-membros da União Europeia (UE) e os Estados Unidos. Para além da Sérvia, Rússia, China, Índia ou África do Sul recusaram legitimar essa declaração unilateral.

As conversações mediadas pela UE sobre a normalização das relações entre a Sérvia e o Kosovo estão suspensas e o clima de tensão tem-se acentuado na região. A Sérvia tem efetuado diversos esforços para convencer outros países a recuarem no seu reconhecimento do Kosovo. Cerca de 12 Estados, na sua maioria situados em África, já terão adotado essa posição.

Hoje, Vucic voltou a insistir na necessidade de um "compromisso" para resolver a disputa do Kosovo. Considerou ainda Zeman um amigo da Sérvia, e com a reputação de "um homem que pensa pela sua cabeça".

No decurso da conferência de imprensa conjunta, Zeman definiu o Kosovo como um país "dirigido por criminosos de guerra". ´

O primeiro-ministro demissionário do Kosovo, Ramush Haradinaj, foi recentemente convocado por um tribunal internacional para depor sobre alegados crimes de guerra cometidos durante a guerra do Kosovo (1998-1999). No entanto, recusou prestar declarações perante a instância e não foi indiciado. O Kosovo realiza legislativas antecipadas em outubro.

A visita de Zeman também se focou no reforço das relações económicas entre os dois países eslavos.

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