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Surto de cólera no Iémen atinge 460 mil pessoas no 1.º semestre

O Iémen já registou mais de 460 mil casos suspeitos de cólera no primeiro semestre deste ano, um aumento significativo em relação aos 380 mil que teve em todo o ano passado, informou a ONU na segunda-feira.

Surto de cólera no Iémen atinge 460 mil pessoas no 1.º semestre
Notícias ao Minuto

06:36 - 09/07/19 por Lusa

Mundo Doença

Um dos porta-vozes da Organização das Nações Unidas (ONU), Farhan Haq, especificou que o número crescente de casos neste país em guerra está associado a 705 casos de morte desde janeiro, número dramaticamente superior às 75 verificadas no mesmo período do ano anterior.

Haq afirmou que a disseminação da cólera no país foi acelerada pelas recentes inundações repentinas, manutenção insuficiente do sistema de gestão de resíduos e uma falta de acesso a água limpa para beber ou regar.

A ONU e outras entidades estão a operar em conjunto cerca de 1.200 instalações de tratamento da cólera em todo o Iémen, mas Haq realçou que "o financiamento continua a ser uma questão urgente". O apelo da ONU para recolher 4,2 mil milhões de dólares (3,7 mil milhões de euros), para ajudar mais de 20 milhões de iemenitas este ano, foi satisfeito até agora em apenas 32%.

O conflito no Iémen começou com a conquista da capital, Sana, em 2014, por rebeldes Houthi xiitas apoiados pelo Irão, que derrubaram o Governo de Abed Rabbo Mansour Hadi. Uma coligação liderada pelos sauditas aliada do governo de Hadi, que é o reconhecido pela comunidade internacional, tem combatido os Houthis desde 2015.

Os ataques aéreos dos sauditas têm destruído escolas e hospitais e atingido festas de casamento, provocando a morte a milhares de civis iemenitas. Os Houthis têm usado drones e mísseis para atacar a Arábia Saudita e já alvejaram navios no Mar Vermelho.

Os civis têm sofrido o essencial das consequências negativas do conflito, que já provocou a morte a cerca de 10 mil pessoas, criou a pior crise humana no mundo, colocou o mais pobre dos países árabes à beira da fome e provocou um surto de cólera.

Em junho, o Conselho de Segurança da ONU exprimiu a sua profunda preocupação com a gravidade da situação humana e a sua contínua degradação desde dezembro de 2018, incluindo uma forte ressurgência da cólera.

O chefe dos serviços de ajuda humanitária da ONU, Mark Lowcock, afirmou ao Conselho, em meados de junho, que 80% dos mais de 24 milhões de habitantes do Iémen "precisam de assistência e proteção, incluindo 10 milhões que dependem da ajuda alimentar para sobreviver".

Destacou que este número era 50% superior ao existente antes da guerra e acrescentou que, pela primeira vez, em 2019 "as avaliações confirmam a existência de bolsas de fome em dezenas de locais através do Iémen".

Lowcock apelou ainda à generosidade dos dadores, afirmando que os fundos são precisos para impedir a fome e prevenir e responder ao surto de cólera.

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