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Jihadista português: "Cometi um erro. Estou preparado para ir preso"

Steve Duarte, de nacionalidade portuguesa e luxemburguesa, diz-se arrependido e quer regressar à Europa. Está preparado para aceitar a justiça, mas não abdicará da religião islâmica, que diz ser muito diferente daquela que é praticada pelo Daesh.

Jihadista português: "Cometi um erro. Estou preparado para ir preso"

"O que é que eu quero? Quero sair da prisão, regressar a uma vida normal, cuidar dos meus filhos, ensinar o meu filho e a minha filha sobre a vida, como distinguir o certo do errado, ensinar-lhes as bases da religião e preveni-los para não cometerem o mesmo erro que eu. Eu quero uma vida nova, se Deus permitir, eu quero uma vida nova".

Assim respondeu Steve Duarte, um jihadista com dupla nacionalidade, portuguesa e luxemburguesa, ao canal de televisão curdo Rudaw TV, a partir de uma cadeia na Síria.

O homem de 32 anos de idade juntou-se ao Estado Islâmico em 2014 e é conhecido por ser uma das caras de um vídeo de propaganda do Daesh, divulgado em 2016, onde são feitas ameaças aos países ocidentais e onde são executadas cinco pessoas – uma delas, pelo menos, por Steve Duarte.

Detido pelas Forças Democráticas Sírias, Steve Duarte diz que está arrependido das suas decisões, que quer recomeçar a vida com a família e que aceita a pena que lhe for imputada pela justiça luxemburguesa (pende sobre ele um mandado de captura internacional). “Estou a pensar em voltar para o Luxemburgo e teria que ir para a prisão. Cometi um erro e se esse erro merecer cadeia, estou preparado para ir preso”, indicou.

O homem, cujo nome de guerra é Abu Muhadjir Al Andalousi, refere ainda, na mesma entrevista, que não voltaria ao Cristianismo porque se converteu ao islamismo, mas que renunciaria à interpretação do Estado Islâmico. “Eu sei o que está no livro [Alcorão] e sei o que eles estão a fazer. Há uma grande discrepância. Eu quero ensinar a religião islâmica à minha mulher e aos meus filhos. Mas como está no livro, não como o Daesh”.

Steve Duarte, sublinhe-se, poderá ser um dos portugueses na lista de terroristas reunida pelo Governo, que ainda não se conhece. A ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, indicou na terça-feira, durante a ‘Conferência sobre Terrorismo - Regresso de Combatentes Terroristas’, que o número de combatentes terroristas portugueses no estrangeiro não é significativo, assim como o número de familiares que pretendem regressar a Portugal, mas que o Governo português, “seguramente num prazo muito curto, encontrará uma solução e dará uma resposta àqueles que querem efetivamente voltar”.

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