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May quer novos dirigentes a trabalhar "construtivamente" com Reino Unido

O governo britânico não vai bloquear a escolha de nomes para os cargos de topo da União Europeia (UE), mas quer que os novos dirigentes europeus trabalhem "construtivamente" com o Reino Unido, afirmou hoje a primeira-ministra britânica, Theresa May.

May quer novos dirigentes a trabalhar "construtivamente" com Reino Unido

Numa intervenção hoje na Câmara dos Comuns, sobre o Conselho Europeu da semana passada em Bruxelas, confirmou que vai estar presente na reunião de domingo, convocada para tentar desbloquear a questão, que será o último Conselho Europeu com May em funções.

"Deixei claro que o Reino Unido vai participar de forma construtiva e não vai impedir o consenso entre os outros Estados-Membros. Mas também é do nosso interesse nacional que os nomeados sejam parceiros construtivos do Reino Unido, para além de líderes bem-sucedidos das instituições da UE", vincou.

A primeira-ministra britânica disse que concorda com a abordagem do Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, de "criar um pacote de candidatos nos principais cargos que reflitam a diversidade da União Europeia".

As discussões no Conselho Europeu sobre as nomeações para os cargos de topo da União Europeia terminaram na última madrugada em Bruxelas sem acordo, tendo por isso sido agendada nova cimeira, em Bruxelas, para 30 de junho.

O objetivo declarado é chegar a um acordo antes da sessão inaugural do 'novo' Parlamento Europeu resultante das eleições de maio, que terá lugar em Estrasburgo de 02 a 04 de julho próximo, pois a assembleia deverá eleger o seu novo presidente, e este é um dos 'altos cargos' que é suposto ser negociado 'em pacote', de modo a serem respeitados os necessários equilíbrios (partidários, geográficos, demográficos e de género) na distribuição dos postos.

Além da presidência da assembleia, estão em jogo as presidências da Comissão Europeia - o cargo mais cobiçado -, do Conselho Europeu, do Banco Central Europeu e ainda o cargo de Alto Representante para a Política Externa.

Os 28 têm assim nove dias pela frente para prosseguir as conversações, com vista a tentar 'fechar' um acordo sobre os cargos na cimeira de 30 de junho, sendo que vários líderes estarão no Japão na próxima semana, para uma cimeira do G20, em Osaca.

Entretanto, Theresa May deverá demitir-se no final de julho, após o resultado da eleição interna do sucessor como líder do partido Conservador, que será também o novo primeiro-ministro.

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