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Sudão: Governo diz que número de mortos não ultrapassa os 46

O Governo do Sudão disse hoje que o número de mortos causados pela repressão contra os movimentos de contestação não ultrapassa os 46, rejeitando o balanço dos opositores, que falam em mais de 100 vítimas.

Sudão: Governo diz que número de mortos não ultrapassa os 46
Notícias ao Minuto

10:48 - 06/06/19 por Lusa

Mundo Balanço

No primeiro balanço divulgado pelo Governo desde o início da operação militar para desmobilizar o acampamento de manifestantes em Cartum, o ministro da Saúde negou "que o número de mortos tenha atingido os 100", assegurando que "não ultrapassa os 46", segundo a agência de notícias oficial Suna.

De acordo com o Comité de Médicos, organização próxima dos manifestantes, 108 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas desde segunda-feira, data da operação para dispersar os manifestantes, que estavam concentrados em frente ao Quartel-General das Forças Armadas, em Cartum.

O Sudão vive, desde dezembro, uma revolução popular sem precedentes que conduziu à deposição, em abril, do Presidente Omar al-Bashir, substituído por um Conselho Militar Transitório.

Apesar da mudança, os manifestantes continuam nas ruas, reclamando uma transferência de poder para os civis.

As negociações entre os movimentos de contestação e a Junta Militar fracassaram em 20 de maio com as duas partes a quererem assumir a liderança do período de transição de três anos.

Na segunda-feira, o acampamento, montado desde 06 de abril, em Cartum, foi dispersado pela força, com os manifestantes a denunciarem "um massacre" perpetrado por "milícias" do Conselho Militar.

Por seu lado, os militares rejeitaram o uso da força, adiantando que se tratou de "uma operação de limpeza" que correu mal.

A operação foi condenada pelas Nações Unidas, Estados Unidos e Reino Unido, entre outros países.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, que apoiam os militares sudaneses, apelaram ao diálogo sem condenar a repressão.

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