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Barcelona. Feministas contra e pró prostituição envolvem-se em confrontos

Vários grupos feministas envolveram-se hoje em confrontos nas ruas de Barcelona, uns na defesa da abolição da prostituição por ser uma exploração do corpo da mulher, outros pela defesa dos direitos das prostitutas.

Barcelona. Feministas contra e pró prostituição envolvem-se em confrontos

De acordo com a agência espanhola EFE, cerca de uma centena de mulheres manifestou-se hoje, numa ação de protesto convocada pela plataforma Mulheres pela Abolição, que entende que a Catalunha é a comunidade mais permissiva com a prostituição.

A manifestação começou numa alameda do bairro de Raval e percorreu várias ruas desta zona da cidade de Barcelona, sendo que ao passar por uma das ruas com mais prostituição foram surpreendidas por outro grupo feminista e membros do sindicato de trabalhadores sexuais OTRAS, que lhes atiraram tinta enquanto gritavam "Abolo-fascista, tu és a machista".

As abolicionistas empunhavam cartazes contra a "mercantilização" dos corpos das mulheres e um grupo delas desfilou vestido com um traje vermelho, tal como na série 'A história de uma serva', inspirado no livro da escritora Margaret Atwood, que identifica as mulheres usadas pelas famílias de classe alta para procriar.

No seu manifesto, as abolicionistas defendem que a prostituição é "uma forma de violência extrema" contra as mulheres e jovens e uma "instituição fundacional patriarcal que explora económica e sexualmente as mulheres".

Por esse motivo, exigem que o Governo aprove uma lei pela "erradicação desse tipo de violência" e procure "descriminalizar a mulher prostituída e penalizar o proxeneta e o cliente".

Contra esta marcha, outra centena de feministas, ativistas LGBT, académicas e sindicalistas apoiaram o manifesto 'Barcelona Cidade pró-Direitos', no qual sustentam que a "defesa das mulheres, homens e pessoas trans que se prostituem é uma questão de direitos humanos".

De acordo com os assinantes deste manifesto, os trabalhadores sexuais "estão numa situação de desproteção de direitos muito grave e que requer medidas urgentes", sem que a solução passe por "convocar marchas nada inocentes, em plena campanha para as eleições municipais, e que vai ao encontro da estratégia e o programa abolicionista de determinados partidos".

Estes manifestantes denunciaram também a "intenção de confronto" da marcha abolicionista ao desfilar pelo bairro de Raval, "estigmatizando e criminalizando as trabalhadoras sexuais e dificultando que elas acedam aos seus direitos".

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