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Iémen: Armazém explode em zona residencial de houthis e mata 15 crianças

Um armazém de material inflamável, situado perto de escolas e casas, numa zona do Iémen controlada por huthis explodiu, matando 15 crianças e ferindo mais 100 pessoas, denunciou hoje a organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch.

Iémen: Armazém explode em zona residencial de houthis e mata 15 crianças
Notícias ao Minuto

16:25 - 09/05/19 por Lusa

Mundo HRW

Apesar de a origem do incêndio e consequente explosão do material inflamável não ter sido determinada, o canal de televisão al-Arabiya publicou -- e depois apagou -- um relatório que afirmava que a coligação liderada pela Arábia Saudita tinha realizado, no mesmo dia, um ataque aéreo na zona.

De acordo com a Human Rights Watch (HRW) o incidente aconteceu a 07 de abril na zona residencial de Sawan, onde vivem famílias huthis, a minoria xiita apoiada pelo Irão, grande rival regional da Arábia Saudita.

Depois da explosão, várias forças de segurança huthi chegaram ao local, dispararam tiros de advertência e espancaram e prenderam várias pessoas que tentavam fotografar o armazém, disseram testemunhas citadas pela HRW.

Durante vários dias, acrescenta aquela ONG, as forças huthi removeram do local grandes quantidades de material não identificado e impediram o acesso dos investigadores das associações de direitos humanos àquela área até ao dia 11 de abril.

"As autoridades huthi têm de fornecer informação credível e parar de armazenar grandes quantidades de materiais inflamáveis em áreas densamente povoadas", sublinhou o presidente da organização de direitos humanos Mwatana, Radhya al-Mutawakel.

"Os huthi também tiveram responsabilidade na tragédia e deviam compensar as vítimas", defendeu.

A Mwatana e a HRW determinaram, com base em entrevistas a testemunhas, vídeos e imagens de satélite, que o conteúdo do armazém se incendiou e explodiu.

Nenhuma das organizações conseguiu, no entanto, identificar o material que estava dentro do armazém, mas os dados mostram que era inflamável e explosivo.

As testemunhas ouvidas não conseguiram identificar a origem do incêndio e nenhuma admitiu ter ouvido aviões antes do incêndio começar ou quando aconteceu uma enorme explosão, poucos minutos depois.

Os investigadores das organizações humanitárias não detetaram crateras no local que indicassem uma bomba aérea e as fotografias divulgadas pela agência de notícias chinesa Xinhua também não mostram indícios de bombardeamentos.

No entanto, no dia da explosão, a al-Arabiya publicou uma mensagem na rede social Twitter na qual afirmava que a coligação liderada pela Arábia Saudita -- que tem combatido os huthis desde 2015 -- realizou ataques aéreos nesse dia, incluindo "num campo militar perto de Sawan", a leste de Sanaa.

A estação também divulgou no seu canal de televisão "um ataque num campo militar a leste de Sanaa e a um depósito pertencente a huthis em al-Arbaeen Roundabout", nome de uma intersecção a cerca de 250 metros do armazém que explodiu.

Mais tarde, a al-Arabiya apagou a mensagem no Twitter e removeu a notícia divulgada na televisão do seu portal na Internet.

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