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Cientistas captam imagens 3D de coração de bebé dentro do útero

O feito poderá melhorar os cuidados prestados aos bebés com doenças cardíacas congénitas.

Notícias ao Minuto

18:40 - 23/03/19 por Sara Gouveia 

Mundo Ciência

Os investigadores conseguiram captar, pela primeira vez, imagens do coração de um bebé enquanto este ainda se encontrava dentro do útero da mãe. Foram feitos scanners a várias mulheres grávidas com recurso a máquinas de ressonância magnética e poderosos computadores construíram modelos 3D dos batimentos cardíacos minúsculos dentro dos seus filhos ainda por nascer.

A equipa do King's College em Londres, juntamente com uma equipa do hospital Guy's e St. Thomas, referem que este feito irá melhorar o cuidado prestado a bebés com doenças congénitas cardíacas, pois esta abordagem pode ser facilmente adotada em hospitais.

Como funciona?

São tiradas várias fotografias 2D do coração a partir de diferentes ângulos através de uma máquina de ressonância magnética. Mas o coração de um feto é minúsculo e bate muito depressa, além de que o bebé mexe-se dentro do útero, por isso as imagens do coração ficam um pouco desfocadas. Então é através da segunda parte que tudo fica mais claro. 

Com recurso a um software de computador sofisticado, as imagens são todas juntas e ajustadas, sendo depois construída a imagem do coração em 3D. Dessa forma o médico consegue logo perceber qual o problema do pequeno coração.

Um dos médicos que faz parte da equipa é o prof. Reza Razavi, um cardiologista pediátrico que quis melhorar o diagnóstico dos defeitos cardíacos à nascença depois de a sua filha ter nascido com um. "Pensámos que a íamos perder, foi um forte motivador... devíamos conseguir saber qual era o problema ainda quando estão no útero", disse à BBC.

O professor descreve as imagens em 3D como "lindas" e assegura que os médicos conseguem assim ver claramente o problema e melhorar os cuidados. "Conseguimos ter certeza absoluta do que se passa e planear antecipadamente que tratamento será necessário ou que operação será preciso fazer", explicou, acrescentando que para os bebés também é melhor porque "a operação certa, no tempo certo, tem melhores resultados".

O estudo foi publicado na revista Lancet e mostra imagens 3D feitas de 85 mulheres grávidas, mas foi agora testado em mais de 200 pacientes. "A nossa esperança nesta abordagem é que se torne uma prática comum", referiu David Lloyd, um dos membros da equipa de King's College.

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