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Silmara, a cozinheira a que escondeu 50 alunos dos atacantes

Para além do relato da cozinheira que escondeu cerca de 50 alunos na cozinha, há ainda a registar o testemunho de um pai de uma menina que começou a estudar na Escola Raul Brasil esta segunda-feira.

Silmara, a cozinheira a que escondeu 50 alunos dos atacantes
Notícias ao Minuto

10:16 - 14/03/19 por Filipa Matias Pereira 

Mundo Brasil

Dois ex-alunos entraram na Escola Raul Brasil, em São Paulo, esta quarta-feira, e mataram sete pessoas. Momentos antes do ataque, os jovens mataram também o proprietário de um ‘lava-jato’ que era tio de um dos homicidas. No total, da tragédia resultaram 10 mortos, onde se incluem os autores.

Em declarações ao G1, uma das cozinheiras da instituição de ensino reviveu os momentos “de desespero”, mas durante os quais tentou “manter a calma”. Isto porque, como recordou à antena da estação brasileira, estava “a servir o lanche quando soou a campainha do intervalo”. Esta é a altura “em que eles [os alunos] descem para comer. Então, o maior número de crianças fica próximo à cozinha”.

Foi nesse momento que começaram os disparos que, inicialmente, “pensávamos que se tratavam de bombinhas, mas não eram. Abrimos então a porta da cozinha e colocámos lá dentro o maior número de crianças que conseguimos”. A cozinheira, Silmara Cristina Silva de Moraes, de 54 anos, conseguiu esconder cerca de 50 alunos. 

Silmara tomou ainda a iniciativa de empurrar o frigorífico e a arca congeladora para que servissem de "uma espécie de barricada. E ali ficámos até a polícia chegar".

Em declarações ao mesmo meio de comunicação, o pai de uma aluna contou que a sua filha começou a estudar na Escola Raul Brasil esta segunda-feira. E “ela tinha ido à secretaria fazer um pagamento quando escutou um tiro e pensou que era uma bombinha. Mas depois viu um dos atiradores vestido de preto e com uma máscara com uma caveira”.

A menina correu para a casa de banho e ligou ao pai: “Estão aqui na escola a disparar”, contou-lhe. “Foi um desespero, pensei que a minha filha tinha sido atingida, não desejo a ninguém. Não quero imaginar a dor dos pais que perderam os filhos”, disse, comovido.

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