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Por que é que as mulheres vivem mais do que os homens?

A expetativa de vida dos homens é três anos menor do que a das mulheres nascidas no mesmo dia. Mas como explica a ciência este fenómeno?

Por que é que as mulheres vivem mais do que os homens?

Apesar de esta informação não ser novidade, só recentemente os médicos e cientistas têm conseguido obter algumas respostas.

Como reporta a BBC, uma das primeiras teorias era a de que os homens viviam uma vida fisicamente mais extenuante e o corpo acabava por cobrar o preço disso mais tarde. Mas se isso fosse verdade, hoje em dia a diferença na longevidade deveria ter caído, já que a maioria dos homens e das mulheres realiza os mesmos tipos de trabalho, muitas vezes sedentário.

Cientistas da Universidade do Alabama afirmaram, num artigo publicado recentemente na revista Gerontology, que a "consistente vantagem de sobrevivência das mulheres em comparação aos homens (...) é observada em todos os países, em todos os anos em que há registros confiáveis de nascimentos e óbitos. É provavelmente o padrão repetitivo mais robusto da biologia humana".

Fatores como o tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas e a má alimentação podem explicar a diferença nas expetativas de vida entre homens e mulheres em cada país. Mas, apesar dos fatores sociais e do estilo de vida terem influência, esta diferença resulta de “algo mais profundamente impregnado na nossa biologia”, afirma Tom Kirkwood, que estuda a fisiologia do envelhecimento na Universidade de Newcastle, na Grã-Bretanha.

Antes de mais, tem a ver com os cromossomas presentes em cada célula. Por terem dois cromossomas X, as mulheres mantêm uma cópia de todos os seus genes, que pode entrar em ação se outro ‘falha’.

Como os homens não têm esse ‘back-up’, mais células podem começar a funcionar mal ao longo do tempo, colocando os homens sob mais risco de desenvolverem doenças.

Outra hipótese considera o facto de o batimento cardíaco das mulheres aumentar durante a segunda metade do ciclo menstrual, oferecendo benefícios semelhantes aos de fazer exercício moderado – como um menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

Outro motivo apontado é a testosterona, uma vez que vários estudos sugerem que os homens sem testículos vivem consideravelmente mais do que os homens com testículos, e portanto, que produzem testosterona.

A testosterona fortalece o corpo, no curto prazo, mas as mudanças que provoca também deixam os homens mais propensos a doenças cardiovasculares, infeções e cancro, no fim da vida.

Já as mulheres, como produzem a hormona sexual estrogénio, beneficiam deste ‘antioxidante’, que neutraliza as substâncias tóxicas que stressam as células. Em experiências com animais, concluiu-se que as fêmeas cujos ovários foram retirados não vivem tanto quanto as que continuaram a produzir estrogénio naturalmente.

Apesar das várias teorias, os cientistas admitem que é preciso continuar a procurar uma resposta definitiva. Mas a esperança é que, um dia, se possam encontrar pistas para ajudar homens e mulheres a viver mais.

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