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Guia para pais. Dicas para proteger os miúdos de um golpe de calor

Susana Paço Lima, pediatra na clínica CUF S. João da Madeira e no Hospital CUF Porto, partilha algumas recomendações.

Guia para pais. Dicas para proteger os miúdos de um golpe de calor
Notícias ao Minuto

20:30 - 19/08/22 por Notícias ao Minuto

Lifestyle Saúde

O verão é sinónimo de momentos de lazer no exterior, dias longos e solarengos, mas a par disto, chegam as temperaturas elevadas. E com a aproximação de mais uma onda de calor que se vai registar no nosso país, é importante saber quais os cuidados a adotar, especialmente com bebés e crianças. 

O sol é sem dúvida fonte de vida, mas deve ser gozado com precaução. E não é a pele que precisa ser cuidada.

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É importante, também, manter o equilíbrio do sistema de controlo de temperatura do nosso corpo.  Para o bom funcionamento das ditas funções vitais do organismo, a nossa temperatura corporal deve rondar os 37°C. Se essa temperatura subir acima dos 38°C, há um aumento da produção de suor e da respiração, a par de outros mecanismos regulatórios, como formas de restabelecer o equilíbrio novamente.

Os bebés e as crianças pequenas são especialmente mais vulneráveis nesta regulação quando expostos a temperaturas extremas ou a uma humidade relativa do ar também elevada (acima dos 90%). Elas produzem menos suor, têm uma temperatura corporal basal mais elevada bem como uma subida mais rápida da mesma. Como tal, estão em maior perigo de desenvolver problemas de saúde relacionados com alterações neste sistema regulatório, que vão desde a desidratação ao chamado golpe de calor. 

Como devemos prevenir um golpe de calor (ou insolação)?

Em dias muito quentes é fundamental manter as nossas crianças num ambiente mais fresco e à sombra, evitando a exposição solar nas horas de maior calor, nomeadamente entre as 11 e as 17 horas.

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Se vai viajar de carro, escolha as horas de menor calor e jamais deixe as crianças fechadas dentro das viaturas!  Evitar atividades que exijam muito esforço físico também é desejável, pois aumenta a produção interna de calor.

É igualmente de extrema importância garantir uma boa hidratação. Nos bebés exclusivamente alimentados com leite, quer seja materno ou fórmula infantil, devemos aumentar o número de mamadas.

Outra medida fundamental é reforçar a ingestão de água, mesmo que a criança não tenha sede, evitando sumos ou refrigerantes que são ricos em açúcares. Oferecer alimentos leves, frescos e ricos em água (nomeadamente frutas e legumes) são também conselhos pertinentes.

A roupa deve ser leve e clara, mas protegendo a pele do sol, usando e abusando dos chapéus. Não esquecer nunca o protetor solar! 

Quando devemos suspeitar que uma criança tem um golpe de calor?

Sintomas como cansaço, tonturas, irritabilidade, sede, urina concentrada ou diminuição da sua produção, perda de apetite ou desmaio podem ser indícios de desidratação. O golpe de calor ocorre quando a temperatura corporal sobe acima dos 40°C.

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Há um aumento súbito desta temperatura juntamente com sinais e sintomas como: pele seca, avermelhada e quente; língua seca; pulsação e respiração muito rápidas; dores de cabeça; sede intensa; tonturas, náuseas e vómitos. A criança pode apresentar confusão mental, alterações do comportamento, ou até convulsões e, no limite, coma. 

O que devemos fazer perante uma criança com golpe de calor?

Se a criança estiver consciente devemos levá-la para um local fresco, mantendo-a calma e de preferência quieta. Colocá-la numa posição mais reclinada também é aconselhável, bem como oferecer pequenas quantidades de água fresca.

Podemos aplicar toalhas húmidas pelo corpo ou refrescá-la com água à temperatura ambiente. Caso a criança esteja inconsciente deve ser colocada em posição lateral de segurança e procurar ajuda médica urgente. 

Com tudo isto não queremos desencorajar a diversão no bom tempo! Mas é importante reconhecer os riscos, bem como as possíveis soluções. Tal conhecimento ajuda-nos na tomada de decisão quanto a locais de entretenimento e melhores destinos das tão desejadas férias!

*Artigo assinado por Susana Paço Lima, pediatra na clínica CUF S. João da Madeira e no Hospital CUF Porto

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