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Quatro mentiras e verdades sobre o que as grávidas podem comer e beber

Sushi? Nem pensar. E determinados tipos de queijos, como gorgonzola, brie ou camembert – estão proibidos. Atenção aos ovos, ao café e ao álcool! Mas será que todas estas recomendações estão corretas e têm fundamento?

Quatro mentiras e verdades sobre o que as grávidas podem comer e beber

Durante os nove meses de gestação as mulheres devem seguir uma dieta rigorosa o que, muitas vezes, é sinónimo de prescindir dos seus alimentos favoritos.

Mas, afinal, quais são realmente os alimentos que as grávidas devem evitar? E por quê? Eis o que a BBC News tem a dizer.

1) É proibido comer carne e peixe crus?

O Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS) considera a carne crua um alimento potencialmente perigoso isto porque representa um risco acrescido para a grávida de contrair a condição conhecida por toxoplasmose.

Davide Casagrandi, obstetra dos Hospitais da University College London (UCLH), no Reino Unido, alerta que a patologia é provocada pelo protozoário Toxoplasma gondii e que pode ser transmitida para o feto.

Embora o especialista ressalte que "é uma doença muito rara", recomenda cautela. "Quanto mais cozida a carne, melhor".

Já relativamente ao peixe cru, a NHS refere que é seguro ingeri-lo desde que este tenha sido previamente congelado.

"Isso ocorre porque, ocasionalmente, os peixes selvagens contêm pequenos vermes parasitas que podem causar doenças. O congelamento mata os vermes e torna seguro o consumo de peixes crus. Cozinhar também os mata", diz Casagrandi.

Mesmo assim, o NHS considera seguro comer peixe cru em pratos como o sushi, porque a maioria é feita com ‘peixe de cativeiro’ que, devido aos métodos de criação, dificilmente contém parasitas.

2) O queijo pode provocar listeriose?

Há um consenso de que as grávidas devem evitar ingerir queijos macios com casca branca, como por exemplo o brie ou o camembert.

Adicionalmente, não é boa ideia comer outros queijos macios, como o gorgonzola ou o roquefort. Segundo o NHS, apenas são seguros se tiverem sido cozidos.

Esta recomendação deve-se à possibilidade de desenvolvimento de listeriose, uma infeção extremamente rara, mas que, se adquirida, pode causar danos ao feto. Portanto, recomenda-se consumir apenas queijos pasteurizados.

3) A cafeína e o álcool aumentam o risco de aborto?

"Os indícios sobre o risco de aborto são bastante fracos. Quando analisamos estudos comparativos de mulheres que consumiram café, não há realmente nenhuma prova de que tinham um risco maior de aborto, a menos que tenham bebido um grande número de doses (ao dia), como dez ou mais", afirma Oster.

Casagrandi afirma igualmente que não está provado que quantidades pequenas de cafeína prejudicam a gestação. "Ninguém contraindica uma ou duas chávenas por dia, embora seja recomendável não exagerar”.

Contudo, quando se trata de bebidas alcoólicas a realidade é outra. "Há um consenso de que a grávida não deve beber ou fumar", diz o obstetra, sobretudo se for em excesso, isto por que pode ter consequências físicas e mentais para o feto.

4) Alimentos picantes e ananás aceleram o parto?

De acordo com Oster, "infelizmente, todas esses alimentos são inúteis para acelerar o parto". "Pode ingerir comida picante, mas mas tal não irá de todo ajudar".

Casagrandi refere também que não existam provas científicas sólidas que indiquem isso. "É possível, ninguém nega que seja possível, mas até ao momento não foi realizado nenhum estudo em larga escala que prove o efeito estimulante desses alimentos", diz o obstetra.

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