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Corrida e natação alteram formato e funcionamento do coração

Cientistas revelam o impacto de cada uma destas atividades neste órgão vital.

Corrida e natação alteram formato e funcionamento do coração

Os corações dos nadadores que participam em competições mundiais funcionam de maneira diferente dos corações dos corredores de elite? Um novo estudo descobriu que a resposta pode ser sim, e as diferenças, embora leves, podem ser reveladoras, mesmo para aqueles que nadam ou correm a um nível significativamente menor.

Cardiologistas e cientistas do exercício já sabem que a prática regular de atividades físicas altera a aparência e o funcionamento do coração humano. O ventrículo esquerdo, em particular, altera-se com o exercício. Esta câmara do coração recebe sangue rico em oxigénio dos pulmões e bombeia-o para o resto do corpo, usando um movimento vigoroso de torcer e desenrolar, como se o ventrículo fosse uma esponja espremida antes de voltar à forma original.

O exercício, especialmente o aeróbico, requer que uma quantidade considerável de oxigénio seja fornecido aos músculos em atividade, exigindo muito do ventrículo esquerdo. Em resposta, esta parte do coração nos atletas torna-se tipicamente maior e mais forte do que em pessoas sedentárias. Além disso, esta parte também funciona com mais eficiência, ficando preenchida de sangue mais rapidamente e sem torção a cada batimento cardíaco, que fica mais acelerado, permitindo que o coração bombeie por sua vez sangue mais rapidamente. 

Assim, para o novo estudo, publicado no periódico científico Frontiers in Physiology, investigadores da Universidade de Guelph, no Canadá, e outras instituições propuseram-se a mapear a estrutura e a função dos corações de nadadores e corredores de elite.

Foram recrutados 16 corredores da equipa nacional e outros 16 nadadores comparáveis, homens e mulheres, alguns deles velocistas e outros especialistas em distância. Eles pediram aos atletas que visitassem o laboratório de exercícios depois de não se exercitarem por 12 horas e, de seguida, quando no local, ficassem em silêncio. Os investigadores as frequências cardíacas e as pressões sanguíneas e finalmente examinaram os corações dos atletas com ecocardiogramas, que mostram tanto a estrutura quanto o funcionamento do órgão.

Foi descoberto que os atletas, sejam corredores ou nadadores, gozavam de uma invejável saúde cardíaca, mas isso não era novidade para ninguém. Seus batimentos cardíacos oscilavam em torno de 50 batimentos por minuto, com as taxas dos corredores ligeiramente abaixo das dos nadadores. Mas todos os batimentos cardíacos dos atletas eram muito mais baixos do que os típicos para pessoas sedentárias, significando que seus corações eram robustos. Os atletas também tinham ventrículos esquerdos relativamente grandes e eficientes, mostraram os ecocardiogramas.

Segundo Jamie Burr, professor da Universidade de Guelph e diretor de seu laboratório de desempenho humano, que conduziu o novo estudo “o exercício certamente refaz os nossos corações”. O investigador espera que experiências futuras possam dizer-nos mais sobre como cada atividade nos afeta e qual pode ser melhor para pessoas diferentes.

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