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Credit Suisse proibe transações de títulos financeiros venezuelanos

O banco suíço Credit Suisse proibiu hoje os funcionários de negociarem ou aceitarem como garantia títulos financeiros que se encontrem relacionados com o governo da Venezuela ou com a petrolífera estatal venezuelana PDVSA.

Credit Suisse proibe transações de títulos financeiros venezuelanos
Notícias ao Minuto

10:04 - 11/08/17 por Lusa

Economia Crise Venezuela

Um porta-voz da entidade financeira disse à Efe que a decisão foi tomada na sequência da "atual situação de crise", na Venezuela.

Os títulos venezuelanos "expressamente proibidos" para negociar ou serem usados como transação financeira são todos aqueles que foram emitidos por qualquer entidade venezuelana depois do dia 01 de junho de 2017; títulos a seis por cento disponibilizados em 2014 pela PDVSA e que vencem em 2022 e os títulos soberanos (6,5 por cento).

O Credit Suisse tomou a decisão tendo em conta o "clima político e os recentes acontecimentos na Venezuela, sobretudo as medidas tomadas pelo atual governo" de Nicolás Manduro, acrescentou o porta-voz do banco.

"Queremos ter a certeza de que o Credit Suisse não fornece instrumentos a ninguém que queira violar os direitos humanos dos venezuelanos", acrescentou.

"Do ponto de vista da reputação, o Credit Suisse não quer estar implicado em nenhuma transação que possa ser entendida como um gesto de ajuda ao atual regime, na violação dos direitos humanos dos venezuelanos", sublinhou o porta-voz.

As Nações Unidas indicaram, terça-feira, que as forças de segurança venezuelanas "maltrataram de forma sistemática e generalizada" milhares de manifestantes e detiveram de forma arbitrária pelo menos cinco mil pessoas, muitas das quais foram vítimas de tortura durante o período em que foram presas.

Durante as manifestações de protesto morreram 124 pessoas, 73 das quais abatidas pelas forças governamentais ou por grupos armados de apoio ao regime.

A medida do Credit Suisse foi anunciada depois de o banco Goldman Sachs ter sido criticado pela compra de títulos da petrolífera PDVSA, pelo valor de 2.800 milhões de dólares, e numa altura em que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções contra o presidente da Venezuela e a 30 funcionários do governo, entre os quais um irmão do antigo chefe de Estado, Hugo Chávez.

Os Estados Unidos e a União Europeia não reconhecem a Assembleia Constituinte promovida por Nicólas Maduro, duvidando da legitimidade da instituição.

Uma série de países da América Latina, reunidos em Lima, no Peru, tomaram a mesma decisão por considerarem que a ordem democrática ficou comprometida.

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