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"A gaseificação do país está praticamente concluída"

O presidente executivo da Galp Energia, Carlos Gomes da Silva, afirmou hoje que a rede de distribuição de gás natural em Portugal já é muito forte, justificando assim a redução do investimento da empresa nos próximos cinco anos.

"A gaseificação do país está praticamente concluída"
Notícias ao Minuto

18:09 - 31/07/17 por Lusa

Economia Galp

"Os operadores, de uma forma geral, seguem aquilo que é procura e o que o mercado pretende em termos de rede de abastecimento. Hoje a maturidade da rede de baixa pressão que existe em Portugal já é muito forte", afirmou o gestor, quando questionado sobre o plano de investimento na distribuição de gás natural.

Como a Lusa noticiou em 20 de julho, as empresas do grupo Galp não preveem nenhum projeto de expansão a novos concelhos das áreas de influência das concessões, com o investimento previsto a diminuir em cerca de 7,5%, para 109,8 milhões de euros, face ao proposto em 2014, com destaque para a queda de 20% da Lisboagás (de cerca de 52 para os 41,6 milhões de euros).

"A gaseificação do país está praticamente concluída", declarou Gomes da Silva, em conferência de imprensa, referindo que os operadores devem ser "muito cuidadosos e conscienciosos, porque o aumento de investimento da rede vai no final do dia repercutir-se em aumento da tarifas".

Segundo o parecer da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), o esforço de investimento dos operadores do grupo Galp - que desde final de 2016 está no negócio em parceria com os japoneses da Marubeni - "é comparativamente mais reduzido ao dos períodos anteriores apesar de alguns concelhos da concessão ainda não terem acesso ao gás natural e de haver um potencial de desenvolvimento maior que o assumido nos objetivos do plano".

Sobre a parceria com a Marubeni, o presidente da Galp disse que as empresas estão a trabalhar em conjunto, mas sobretudo voltadas para "outras oportunidades", referindo "a alavancagem para outras áreas".

Atualmente existem em Portugal 11 operadores de redes de gás natural, que abastecem cerca de 1,4 milhões de consumidores, sendo 7% do consumo residencial.

O processo de definição e de aprovação dos Planos de Desenvolvimento e Investimento da Rede de Distribuição de Gás Natural para o período 2017-2021, que agora é encaminhado para o Governo, é o segundo exercício executado para as redes de distribuição de gás natural.

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