Emissão de dívida da CGD: Saiba tudo nestas 11 perguntas e respostas

Para esclarecer o processo de venda de obrigações subordinadas que acompanha o aumento de capital feito pelo Estado, a Caixa Geral de Depósitos divulgou um documento que explica os pormenores da operação.

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Qual o objetivo desta emissão? - Esta emissão no valor de 500 milhões de euros corresponde à primeira tranche de um total de 930 milhões de euros de divida subordinada que a CGD vai emitir e que faz parte da segunda fase do plano de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, acordado entre o Estado Português e a Comissão Europeia. © Wikimedia Commons

Qual o Prazo do investimento? - A emissão é perpétua, mas a CGD poderá amortizá-la antecipadamente ao fim de 5 anos e a partir dessa data, em cada uma das datas de pagamento de juros, sujeito a autorização por parte das autoridades competentes.  © Wikimedia Commons

Qual a Taxa de Juro? - A taxa de juro dos Valores Mobiliários ainda não está definida, dependendo da procura por parte dos investidores interessados e das condições de mercado. © Global Imagens

Qual o risco destes títulos? - Caso o rácio de fundos próprios principais de nível 1 (CET1) consolidado ou individual da CGD desça abaixo de 5.125%, o valor nominal dos Valores Mobiliários será reduzido de forma a repor o referido rácio de fundos próprios principais de nível 1. Esta redução pode ser temporária, uma vez que se a CGD voltar a ter lucros, poderá repor o valor nominal dos Valores Mobiliários desde que, ao fazê-lo, o rácio de fundos próprios principais de nível 1 não desça abaixo de 5.125%.  © Global Imagens

As obrigações podem ser convertidas em ações? - Não, não faz parte das condições da emissão. Por lei as ações da Caixa Geral de Depósitos apenas podem ser detidas Estado Português. Para garantir isso a emissão prevê o mecanismo de redução do valor nominal dos títulos e não a conversão em ações. © Global Imagens

Qual a relação entre a Emissão de AT1 e o aumento de capital por parte do Estado Português? - A data de realização do aumento de capital em dinheiro no valor de 2,5 mil milhões de euros por parte do Estado coincide com a data de liquidação financeira dos títulos por parte dos investidores. Estas duas operações são interdependentes porquanto a não realização de uma delas implica que a outra não se realize. © Reuters

A quem se destinam estes títulos? - A emissão não se destina ao público em geral, apenas a investidores institucionais profissionais (privados), nomeadamente fundos de investimento, hedge funds, fundos de pensões e seguradoras, identificados como tal pelos bancos de investimento que irão assistir a Caixa no processo de colocação de dívida. © Reuters

Uma empresa poderá investir nestes títulos? - Apenas se se tratar de uma empresa classificada como investidor institucional profissional, identificada como tal pelos bancos de investimento que irão assistir a Caixa no processo de colocação de dívida. © Wikimedia Commons

Um investidor particular de alto rendimento, residente na UE pode investir nestes títulos? - Não. A emissão não pode ser colocada em investidores particulares. © Wikimedia Commons

Em que mercados emitem os emitentes internacionais? - As praças do Luxemburgo e da Irlanda são um standard internacional para este tipo de emissões, dada a tipologia de investidores alvo, sendo que a grande maioria das emissões de AT1 realizadas por bancos europeus estão cotadas num destes dois mercados. © iStockPhoto

Porquê fazer a emissão no Luxemburgo? - Porque a CGD tem habitualmente admitidos neste mercado valores mobiliários emitidos no âmbito do seu programa de European Medium Term Notes (EMTN) – mais de 400 emissões realizadas desde o ano 2000 – quando as mesmas se destinam exclusivamente a investidores institucionais. © Reuters

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Qual o objetivo desta emissão? - Esta emissão no valor de 500 milhões de euros corresponde à primeira tranche de um total de 930 milhões de euros de divida subordinada que a CGD vai emitir e que faz parte da segunda fase do plano de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, acordado entre o Estado Português e a Comissão Europeia. © Wikimedia Commons

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© Reuters

A manhã desta segunda-feira foi pródiga no que toca a informações sobre o novo programa de reposição do equilíbrio de capitais da Caixa Geral de Depósitos.

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Através da CMVM, o banco público revelou que o Estado irá investir 2,5 mil milhões de euros através de uma nova emissão de ações e os investidores institucionais vão assumir a compra de 500 milhões de euros em obrigações subordinadas perpétuas.

"Estas duas operações são interdependentes porquanto a não realização de uma delas implica que a outra não se realize", esclarece ainda a CGD, denotando a importância crucial de ambos os processos.

Para ficar a saber mais sobre o processo de venda de dívida a investidores, veja na galeria do Economia ao Minuto as 11 perguntas e respostas que a Caixa Geral de Depósitos divulgou em comunicado oficial.

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