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"Não foi possível negociar alternativas" ao despedimento na Cimpor

O Ministério da Economia afirma que "não foi possível negociar medidas alternativas ao despedimento" dos 28 trabalhadores da Cimpor no Cabo Mondego (Figueira da Foz), encerrada, em 15 de Março, devido à "acumulação de prejuízos".

"Não foi possível negociar alternativas" ao despedimento na Cimpor
Notícias ao Minuto

13:30 - 28/03/13 por Lusa

Economia Ministério

Na reunião de "informações e negociação" entre a empresa e a comissão de trabalhadores, com a participação da DGERT (Direcção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho) "não foi possível negociar medidas alternativas ao despedimento, tendo as partes obtido acordo quanto ao factor de cálculo da compensação", sublinha o Ministério da Economia e do Emprego (MEE), na resposta às perguntas das deputadas do Bloco de Esquerda, Mariana Aiveca e Ana Drago.

Alegando "motivos estruturais", a administração da empresa decidiu proceder ao despedimento colectivo dos 28 funcionários da fábrica de cal hidráulica no Cabo Mondego, propondo aos 25 trabalhadores com mais de 55 anos a pré-reforma e "aos restantes três trabalhadores foi-lhes dada a opção entre a transferência para a unidade da Cimpor de Souselas [Coimbra] ou a rescisão de contrato".

O despedimento colectivo "é motivado pela acumulação de prejuízos desde 2008", em que a produção passou de 22 para sete horas de moagem/dia e "as vendas de 22 mil sacos de cimento/dia para 1.200 sacos de cimento/dia", salienta, na mesma resposta, o MEE.

O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Governo sobre a protecção dos postos de trabalho da Cimpor, exigindo que fossem travados os despedimentos anunciados e o fecho da fábrica na Figueira da Foz.

Numa pergunta, dirigida ao MEE em 27 de Fevereiro, as deputadas Mariana Aiveca e Ana Drago lembravam que a multinacional Cimpor, detida maioritariamente pela brasileira Intercement, anunciou no espaço de quatro meses a intenção de despedir 210 trabalhadores em Portugal.

O BE questionava o Ministério sobre a sua posição "relativamente à quebra da promessa efectuada pelo presidente da Intercement, que garantiu não efectuar nenhum despedimento em Portugal", querendo saber que medidas iria aplicar, tendo em vista a protecção dos postos de trabalho dos funcionários da Cimpor.

Com o encerramento daquela unidade da Cimpor, terminou a exploração de pedreiras e fabrico de cal hidráulica (que remontava ao século XIX) no Cabo Mondego, na encosta sul da serra da Boa Viagem, onde, no final da década de 1960 deixou de ser explorada uma mina de carvão.

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