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AIP. Estrangeiros olham para Portugal como 'porta de entrada' nos PALOP

O vice-presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP) disse hoje à Lusa que responsáveis estrangeiros olham para Portugal como porta de entrada nos PALOP e, no caso de Moçambique, destacou a construção civil como setor com potencial para investimento.

AIP. Estrangeiros olham para Portugal como 'porta de entrada' nos PALOP
Notícias ao Minuto

22:25 - 24/04/24 por Lusa

Economia AIP

"Este espaço lusófono é uma referência nos contactos internacionais, porque nas visitas de embaixadores e [de responsáveis de] países estrangeiros, têm sempre a referência não só de Portugal, que é um mercado pequeno, mas também a envolvência e o impacto nos países de língua portuguesa, que tem enorme potencial para investimento e incremento das relações comerciais", disse Jorge Pais.

Em declarações à Lusa e à RTP à margem do Fórum de Negócios Moçambique-Portugal, que decorre esta tarde no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Jorge Pais acrescentou que "o desenvolvimento dos países lusófonos é uma situação reconhecida internacionalmente como de enorme importância para Portugal".

Questionado sobre os setores que mais facilmente teriam bom acolhimento em Moçambique, o vice-presidente da AIP destacou a construção civil, o turismo, o setor energético e as infraestruturas.

"Moçambique tem 33 milhões de habitantes e em 10 anos terá 60, haverá um enorme aumento da população, com as consequentes necessidades de habitação, portanto é um setor que vai crescer imenso e onde as empresas portuguesas terão interesse em estar muito atentas", afirmou.

O responsável da AIP destacou também que o turismo é um setor ainda pouco explorado, "pelo que o turismo, a hotelaria e a restauração são muito importantes".

Para além do petróleo e gás, fundamentais para o desenvolvimento económico do país nos próximos anos devido às grandes reservas, Jorge Pais destacou outros recursos energéticos como particularmente importantes para as empresas portuguesas no contexto da transição energética que os países africanos estão a tentar levar a cabo.

"As tecnologias e o setor da energia são outras áreas importantes, mas há também a consciência sobre as energias renováveis, para combater a pegada do carbono, e várias empresas, até na área da consultoria, estão interessadas neste setor que é um mercado muito importante, porque as empresas (...) preferem começar por um país que fala a mesma língua e com quem temos esta relação histórica e cultural", concluiu.

Leia Também: Guiné-Bissau e Moçambique lideram crescimento dos PALOP este ano

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