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Os desafios e constrangimentos de Christine Ourmières-Widener no 1.º ano

Christine Ourmières-Widener cumpre hoje um ano como presidente executiva da TAP, um período marcado pelos desafios e constrangimentos da execução do plano de reestruturação, um compromisso que assumiu no primeiro dia.

Os desafios e constrangimentos de Christine Ourmières-Widener no 1.º ano
Notícias ao Minuto

10:18 - 25/06/22 por Lusa

Economia TAP

"Tenho consciência de que existem muitos desafios no plano de reestruturação. Existem dificuldades, mas também muitas oportunidades no nosso caminho, durante os próximos anos", afirmou Ourmières-Widener, numa mensagem aos trabalhadores enviada no dia em que a Comissão Executiva que lidera iniciou funções.

A reestruturação da companhia aérea estava já em curso antes da chegada da engenheira aeronáutica natural de Avignon, França, que assumiu o compromisso de continuar a execução do plano.

Ainda antes da aprovação do plano pela Comissão Europeia, a companhia aérea iniciou, em julho do ano passado, um processo de despedimento coletivo que inicialmente deveria abranger 124 trabalhadores (35 pilotos, 28 tripulantes de cabina, 38 trabalhadores da manutenção e engenharia e 23 funcionários da sede), um número mais tarde reduzido, após serem alcançados mais acordos de adesão às medidas de rescisão voluntária.

Com a aprovação do plano, em dezembro, a presidente executiva ficou também a saber também que teria de abdicar de 18 faixas horárias no aeroporto de Lisboa, bem como dos negócios de manutenção no Brasil, os de 'catering' e os de 'handling'.

No caso da M&E Brasil, que foi durante anos a causa de prejuízos da TAP SGPS e alvo de várias reestruturações e injeções de centenas de milhões de euros, a TAP decidiu encerrar a atividade, após tentativas falhadas de encontrar um comprador.

Na altura do anúncio, Christine Ourmières-Widener admitiu que se tinha tratado de uma decisão difícil, por envolver o despedimento de mais de 500 trabalhadores.

A relação entre empresa e trabalhadores tem sido, de resto, um dos principais desafios da CEO, com os sindicatos que representam os trabalhadores da TAP contra os despedimentos e cortes salariais, considerando que o plano de reestruturação levará à destruição da companhia.

No caso dos pilotos, as relações deterioraram-se de tal forma que paira agora sobre Christine Ourmières-Widener a ameaça de uma greve, o que, a concretizar-se, não acontece desde a gestão de Fernando Pinto, que deixou a TAP em janeiro de 2018.

Questionada recentemente por jornalistas sobre rumores de uma saída da TAP, a presidente executiva disse que essa decisão cabe ao executivo, manifestando vontade de continuar no cargo. "Mantenho o compromisso" com a TAP, garantiu.

Leia Também: Ministro diz que TAP não está em condições para reverter cortes salariais

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