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Faturação da Renault cai 2,7% no primeiro trimestre para os 9,75 MME

A Renault registou um volume de negócios de 9,75 mil milhões de euros entre janeiro e março, menos 2,7% em termos anuais, num trimestre afetado pelo fim das atividades na Rússia e escassez de semicondutores.

Faturação da Renault cai 2,7% no primeiro trimestre para os 9,75 MME
Notícias ao Minuto

07:07 - 22/04/22 por Lusa

Economia Renault

O fabricante automóvel francês anunciou hoje em comunicado que vendeu 551.733 veículos no primeiro trimestre, menos 17,1%.

Para além do caso específico russo, nos primeiros três meses também se verificou uma queda de 39% nas vendas em Espanha, para 16.179 unidades.

A Espanha foi assim relegada para o nono lugar entre os mercados da Renault, atrás mesmo da Índia (23.205) e Marrocos (16.502).

A Rússia, que era até recentemente o segundo mercado mais importante da Renault, após a França, principalmente devido à sua filial AvtoVaz (a marca Lada), sofreu um declínio de 34,3% com 75.104 unidades, o que pode ser explicado pelo início da invasão da Ucrânia a 24 de fevereiro.

A Renault anunciou a 23 de março que suspendia toda a atividade na fábrica de Moscovo e que procurava uma saída da AvtoVaz (que emprega 45.000 pessoas), o que, na prática, significa que está a tentar vender.

Na América Latina, as matrículas também caíram acentuadamente, mas não na mesma medida: -21,5% no Brasil com 26.048 veículos, -9% na Argentina com 10.218 unidades, e -14,8% na Colômbia com 10.031.

A razão pela qual a forte queda nas vendas (17,1%) não é igualada pela queda no volume de negócios (2,7%) tem a ver com o aumento de 5,6 pontos nos preços médios dos veículos. Isto faz parte da sua estratégia de favorecer a rentabilidade em detrimento do volume de vendas.

Também se deve ao facto de a empresa estar a favorecer os canais de venda mais lucrativos, ou seja, as vendas a particulares. Nos seus cinco principais mercados na Europa, este canal representou 69% do total entre Janeiro e Março, em comparação com 54% no mesmo período em 2021.

Um dos maiores problemas da Renault, que afeta a atividade nas fábricas, mas também na comercialização, como acontece com toda a indústria automóvel, é a escassez de semicondutores.

A empresa estima que este ano terá de deixar de produzir 300.000 veículos por este motivo, especialmente na primeira metade do ano, depois de já ter perdido 500.000 em 2021.

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