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Projeto solidário no Porto com "empregabilidade alta" na restauração

Os cursos de formação de cozinheiros e empregados de mesa promovidos no âmbito do projeto solidário "Dar sentido à vida" não pararam com a chegada da pandemia e, assegurou à Lusa a coordenadora, "têm empregabilidade alta" no Porto

Projeto solidário no Porto com "empregabilidade alta" na restauração
Notícias ao Minuto

17:44 - 31/01/22 por Lusa

Economia Covid-19

Luísa Neves, membro da direção da associação Serviço de Assistência Organizações de Maria (SAOM) e responsável do projeto nascido em agosto de 2006, disse em entrevista à Lusa manter a formação -- apenas interrompida quando o país confinou em 2020 e 2021 -- justificando-o pelo facto de "haver entre 10 e 12 mil vagas na restauração e hotelaria por preencher devido a não haver gente qualificada".

"Neste momento, e estamos em época baixa, não estou a ter facilidades em arranjar pessoas para o que vem depois, que é a março, a abertura das esplanadas, a chegada dos turistas", disse numa alusão aos dois restaurantes que aquela instituição de solidariedade social tem no Porto e cujas receitas revertem para o projeto.

Sobre o grau de empregabilidade dos cursos, Luísa Neves citou como exemplo a "última turma de cozinheiros, que foi para estágio no fim de novembro de 2021, em que só não ficou a trabalhar quem não quis, porque os cozinheiros, para além do setor da restauração tradicional têm, também, outras procuras, por exemplo a restauração coletiva, como cantinas".

"Se questionarem uma técnica do centro de emprego, a resposta será que não é fácil encontrar um cozinheiro", vincou, ainda que admita que "fruto de uma maior exigência, quem emprega queira pessoas cada vez mais qualificadas".

E prosseguiu: "não sinto que exista essa retração, essa dificuldade no setor, pelo contrário, pois estão sempre a telefonar-nos a perguntar se temos cozinheiros ou empregado de mesa".

A "boa vizinhança" da associação sediada na Rua das Virtudes é um processo que também ajuda a formar, tendo Luísa Neves contado à Lusa que "recentemente, e por causa dois casos de covid-19", numa instituição vizinha foi-lhes pedido "a cedência temporária de dois colaboradores para trabalhar na cantina".

"É minha preocupação que o estágio dos cursos coincida com o período em que o mercado está a contratar, ou seja, entre março e abril, pois essa é a altura da Páscoa, quando chegam os espanhóis, abrem as esplanadas e já se precisa de empregados de mesa", disse, insistindo que "há emprego" e é essa a razão por que continuam a formar.

O projeto "Dar sentido à vida" decorre desde agosto de 2006 e anualmente têm duas turmas a funcionar, em cursos de 16 meses, colocando por ano no mercado de trabalho entre 15 e 18 pessoas, mas já tiveram anos em que foram mais de 30, porque houve duas turmas a concluir, relatou a responsável.

"Ao todo já formámos quase 300 pessoas, na maioria indivíduos em situação de grave exclusão social, alguns sem-abrigo e sem teto, outros a viver em pensões, sob grande dependência, porque quem paga o quarto é a Segurança Social. Só pontualmente nos aparece alguém mais estruturado ou com mais retaguarda", acrescentou.

E porque as necessidades do mercado se mantêm, Luísa Neves avançou à Lusa que "em março e maio está previsto abrir as próximas duas turmas".

"Espero, para todos os que querem, conseguir emprego. Não tenho dúvidas disso", rematou.

Leia Também: Legislativas: Prioridade do novo Governo deve ser "salvar as empresas"

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