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CIP aceita desculpas mas realça que "não vale tudo para chegar a acordo"

António Saraiva acusou o Governo de "desonestidade negocial" com os parceiros sociais para fazer cedências ao Bloco de Esquerda e ao PCP.

CIP aceita desculpas mas realça que "não vale tudo para chegar a acordo"

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, disse, esta sexta-feira, em entrevista à TVI24, que as confederações patronais aceitaram o pedido de desculpas de António Costa, mas relembrou o Governo que "não vale tudo para chegar a acordo".

"Não abandonámos a concertação, suspendemos a nossa participação. Estamos à procura de estabilidade social, de estabilidade politica. Agora, para essa estabilidade, não vale tudo, e não vale sobretudo desonestidade negocial", apontou o dirigente da CIP, garantindo que a relação com os parceiros sociais foi colocada em causa devido ao facto de o Executivo querer fazer cedências ao Bloco de Esquerda e PCP.

Para o dirigente da CIP, o pedido de desculpas de António Costa "reconhece o erro e é elegante", contudo, os patrões não esquecem o "jogo político-partidário" que está por detrás das medidas apresentadas.

"Em política nada é por acaso e, percebendo as desculpas do senhor primeiro-ministro, e aceitando as mesmas em termos pessoais, em política tudo tem uma intenção. E o Governo, estando como está nesta cedência permanente para obtenção de votação favorável, vai cedendo a ganhos de causa que, quer o PCP, quer o Bloco de Esquerda, vêm fazendo", defendeu António Saraiva.

Antes de terminar a entrevista, o dirigente evidenciou que há situações que necessitam de ser clarificadas, considerando que existem, na governação do país "determinadas situações pantanosas" que necessitam de uma "limpeza".

"Se mantivermos esta indefinição e estas cedências, então que se clarifiquem as coisas porque, independentemente de advogarmos estabilidade social e estabilidade política, há determinadas situações pantanosas, que mais vale então fazermos limpezas, para definir novas funções", argumentou, acrescentando que, se esta situação continuar indefinida o melhor é seguir em frente com as eleições antecipadas, "sem medos, sem receios".

Recorde-se que António Costa pediu hoje "desculpas" às confederações patronais, por intermédio do presidente da CIP, depois de o Governo ter apresentado e aprovado duas medidas que não tinham sido colocadas a discussão na reunião anterior da Concertação Social. O pedido de desculpas surgiu depois de as quatro confederações empresariais terem suspendido, temporariamente, a participação na Concertação Social.

Leia Também: Costa admite "falha na forma como Governo apresentou propostas"

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