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Fed discute calendário e forma de redução do apoio à economia dos EUA

Os dirigentes da Reserva Federal (Fed) discutiram, na sua última reunião sobre política monetária, o calendário e a forma de redução das elevadas compras mensais de obrigações, usadas para manter baixas as taxas de juro de longo prazo.

Fed discute calendário e forma de redução do apoio à economia dos EUA

Este debate, revelado nas minutas da reunião realizada em junho, publicadas na quarta-feira, reflete uma apreciação globalmente positiva das perspetivas da economia entre os dirigentes da Fed, mas também alguma preocupação com a possibilidade de a inflação elevada ser mais persistente do que o banco central indicou.

Não obstante, os economistas veem poucos sinais de a Fed ir subir as suas taxas de juro ou reduzir as suas compras de obrigações.

Alguns dirigentes "mencionaram que esperam que as condições para começarem a reduzir" as compras de obrigações iriam "ser reunidas mais cedo do que antecipado (...) à luz da informação recente", revelam as atas da reunião.

A Fed está a comprar 120 mil milhões de dólares por mês, em títulos do Tesouro e obrigações garantidas por empréstimos imobiliários, para manter baixas as taxas de juro de longo prazo e encorajar a concessão de crédito e o consumo.

Estas compras inundaram os mercados financeiros com liquidez, o que levou alguns economistas a avisarem que esta situação pode alimentar as designadas bolhas especulativas.

A Fed adiantou que vai manter as compras de ativos até a economia apresentar "substanciais progressos" em direção aos seus objetivos de pleno emprego e uma taxa de inflação ligeiramente acima de 2%.

Mas houve uma divisão clara entre os dirigentes da Fed, com "alguns" a prevenirem que os recentes relatórios de conjuntura estavam a dar "um sinal menos claro sobre a tendência económica subjacente".

A reunião de 15 e 16 de junho ocorreu antes da divulgação do relatório mais recente sobe o emprego, que mostrou que a economia tinha criado 850.000 empregos em junho.

"Vários dirigentes enfatizaram que a Fed deveria ser paciente" quanto a fazer mudanças nos seus planos de compra de obrigações, esclareceram as minutas,

Paul Ashworth, o economista-chefe da consultora Capital Economics para os EUA, considerou que o teor das minutas "não era tão de 'falcões' quanto se suspeitou". Em calão relativo à Fed, 'falcões' designa os dirigentes mais preocupados com a inflação e menos com a manutenção do desemprego em níveis baixos, enquanto 'pombas' designa os que assumem posições opostas.

"Parece que houve só um apoio escasso para começar a reduzir as compras mensais de ativos em breve", adiantou Ashworth.

Depois da reunião de junho, a Fed emitiu um comunicado e várias projeções económicas, em que assinalou que poderia alterar a sua política de taxas de juro baixas mais cedo do que tinha adiantado.

Os dirigentes da Fed admitiram que poderiam subir a taxas de juro de referência de curto prazo duas vezes até ao final de 2023. Em março, tinham indicado que não iria haver subida de taxas antes de 2024.

As minutas mostraram que os dirigentes da Fed expressaram otimismo com a economia, mesmo que reconhecessem que esta estava longe dos objetivos relativos ao pleno emprego e à inflação.

Os dirigentes do banco central "observaram que a atividade económica estava a expandir-se a um ritmo historicamente rápido, liderado por robustos ganhos nas despesas de consumo", ainda segundo as minutas.

A maior parte dos dirigentes esperam que a inflação baixe nos próximos meses, à medida que as dificuldades das cadeias de logística se reduzam, conforme o texto divulgado.

O presidente da Fed, Jerome Powell, tem repetidamente dito que os recentes aumentos nos preços no consumidor seriam temporários e que estavam a refletir as disrupções associadas à reabertura da economia.

Mas "uma maioria substancial" de dirigentes da instituição apontaram o risco de a inflação poder continuar elevada durante mais tempo do que antecipado.  

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