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Arsenal do Alfeite. Ex-administradores dizem nunca terem tido orientações

A anterior administração da Arsenal do Alfeite admitiu hoje, no parlamento, que lhe foram dadas poucas explicações sobre o seu afastamento e queixou-se que não recebeu "nenhuma orientação" do Ministério da Defesa desde 2018.

Arsenal do Alfeite. Ex-administradores dizem nunca terem tido orientações
Notícias ao Minuto

18:21 - 30/06/20 por Lusa

Economia Arsenal do Alfeite

As garantias foram dadas, na comissão parlamentar da Defesa Nacional, pelos dois ex-administradores José Luís Garcia Belo e Maria Isabel Leitão, um dia depois de ter sido confirmada a sua substituição por uma nova administração, numa audição a pedido da bancada do PCP.

Tal como já fizera logo no início o almirante Garcia Belo, Maria Isabel Leitão reiterou, perante a insistência das perguntas dos deputados sobre os motivos dados pelo Governo para a substituição, que a administração nunca recebeu um "contrato de gestão nem carta de missão", pelo que foram os próprios a definir objetivos.

Objetivos que foram conseguidos, segundo o balanço que fizeram aos deputados da comissão, como o "alinhamento com a Marinha" no planeamento de trabalhos, no "aumento do volume de negócios em 48%", dando ainda alguns passos na internacionalização da empresa.   

"Nunca tivemos nenhuma orientação da tutela", garantiu Maria Isabel Leitão, que, tal como Garcia Belo, se queixou do facto de a Arsenal do Alfeite, S.A., que "está no mercado", é uma "empresa pública reclassificada" que "está sujeita a todas as regras de uma Direção-Geral".

Isso, insistiu ainda, "não se coaduna com a actividade de um estaleiro", durante a audição pedida pelo deputado comunista António Filipe, que se mostrou preocupado com as sucessivas mudanças na empresa e quis saber as dificuldades sentidas pela anterior administração.

Quanto a explicações recebidas do Governo, há mais de um mês, sobre a sua substituição, os dois administradores remeteram, primeiro, para o Ministério da Defesa e num segundo momento confirmaram que lhe foi dito que se tratava de uma mudança motivada pela necessidade de um "novo modelo de gestão", após ser concluída a reorganização das empresas da Defesa.

E à pergunta, mais direta, de um deputado do PSD, Carlos Reis, se estariam dispostos a alterar a sua estratégia face ao "novo modelo" Maria Isabel Leitão anuiu, e fez um sinal "sim" com a cabeça.

No balanço do seu mandato, desde 2018, o almirante Garcia Belo destacou o "alinhamento [da Arsenal] com a Marinha", dado que antes "estavam de costas voltadas", a capacitação para fazer a manutenção dos dois submarinos - Arpão e Tridente -, resultado de um contrato com um estaleiro alemão.

Questionado, pelo PCP e pelo BE, se defendia a reintegração da empresa na Marinha, Garcia Belo não deu uma resposta direta, mas deu o exemplo do estaleiro na Holanda que regressou ao controlo pelo Estado.

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