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"O que o Estado gasta é cobrado hoje, não é cobrado amanhã"

Mário Centeno garante que o Governo socialista conseguiu colocar um ponto final na tradição de pagar 5% do PIB nos anos seguintes, tal como acontecia há 20 anos.

"O que o Estado gasta é cobrado hoje, não é cobrado amanhã"

O ministro das Finanças asseverou, esta quarta-feira, durante uma entrevista dada no programa 360º, na RTP3, que o Governo socialista conseguiu o menor valor de carga fiscal desde 1995 porque paga no imediato aquilo que gasta.

“Hoje temos o menor valor de carga fiscal desde 1995 porque o que Estado gasta é cobrado hoje, não é cobrado amanhã. Isto tem um valor incalculável para as próximas gerações e tem um valor que só nesta legislatura foi conseguido”, garantiu Mário Centeno, aproveitando para reforçar a ideia que o problema da economia portuguesa é que, “durante 20 anos os Governos deixaram, em média, 5% do PIB para pagar nos anos seguintes. 5% do PIB em 20 anos dá uma dívida acumulada próxima dos 80%”.

Para o ministro não há dúvidas que “o programa do Governo socialista foi definido para alterar esta política e alterou-as. Alterou-as numa dimensão de grande rigor e responsabilidade”. Contudo, apesar das melhorias do estado da dívida portuguesa, o governante defende que “todos temos de ter consciência do nível de dívida que Portugal tem e da exigência que o presente e futuro coloca a todos os portugueses”.

Ainda sobre o balanço da governação do Executivo de António Costa, Mário Centeno relembra que o início da legislatura "não foi fácil, ao contrário daquilo que é dito" e que só a partir do verão de 2016 é que a economia portuguesa deu "um salto de confiança".

"O ganho de confiança que a economia portuguesa mostra a partir do verão de 2016 foi extraordinário e eu não consigo deixar de ver esse ganho de confiança interno e externo associado ao facto de, pela primeira vez na democracia portuguesa, um Governo ter cumprido o objetivo orçamental a que se tinha proposto. Isto teve um valor de credibilidade para a economia portuguesa incalculável", revela, acrescentando que esta "experiência" deve deixar ensinamentos para o futuro.

"Devemos lançar as bases do futuro da economia portuguesa nesta experiência, nesta valorização que hoje Portugal tem no contexto internacional, no esmagamento dos diferenciais de taxa de juro que aconteceram em relação a quase todos os países europeus e claro, numa aposta do projeto europeu seguramente, ou seja, o futuro de Portugal tem de passar por aí e ter um papel importante na construção da reforma da Zona Euro", frisa.

Questionado sobre promessas eleitorais, Mário Centeno nega que seja isto que está a fazer e a mostrar ao país e garante que é a situação orçamental que o Governo conquistou que permite tal confiança e perspectiva de futuro.

"A situação orçamental hoje permite que se discuta de forma muito aberta, nestas balizas que são as balizas da credibilidade e do rigor que nós [Governo] conquistamos, uma alternativa ou várias alternativas vindas do sistema político".

Antes de colocar um ponto final no balanço dos últimos quatro anos de governação, que termina em outubro, Mário Centeno fez questão de deixar uma sugestão: "Nós em Portugal acarinhamos pouco as instituições. E temos que motivar esse debate".

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