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À custa de "indecisões e atrasos, temos um aeroporto saturado"

O ministro das Infraestruturas afirmou hoje, no parlamento, que os avanços e recuos em matérias de investimentos constituem um prejuízo para as gerações futuras, sublinhando que o novo aeroporto é um exemplo disso.

À custa de "indecisões e atrasos, temos um aeroporto saturado"

"Os avanços e recuos em matérias de investimento público causam prejuízos sérios às gerações futuras e não me refiro apenas aos recuos motivados por crises orçamentais, refiro-me a necessidade sistemática de tentarmos impor a nossa visão pessoal ou partidária aos outros", afirmou Pedro Nuno Santos, no parlamento, durante a sua intervenção inicial na audição pública Programa Nacional de Investimentos 2030.

Para o governante, a construção do novo aeroporto é um "exemplo paradigmático" dos avanços e recuos em matéria de investimentos.

"Andamos há décadas a discutir diferentes localizações e continuaremos a fazê-lo enquanto as obras não arrancarem", referiu.

Pedro Nuno Santos lembrou que "por causa de adiamentos, indecisões e atrasos, temos hoje um aeroporto saturado, que não consegue aceitar todos os voos que o procuram".

O ministro das Infraestruturas e da Habitação considerou importante "fazer um esforço sincero" para compreender as tomadas de posição sobre os investimentos estruturantes, recordando que os ciclos de investimento abrangem mais do que uma legislatura.

"As infraestruturas uma vez construídas ficam connosco e marcam o território durante décadas e mesmo séculos, [por isso] ou procuramos posições comuns ou continuamos num para arranca", acrescentou.

Pedro Nuno Santos vincou ainda que o Programa Nacional de Investimentos (PNI) 2030 constitui um conjunto de escolhas, ressalvando que não é possível não ter em conta "o custo dos investimentos e se o país os pode suportar".

O governante reconheceu também que o país teve, durante muito tempo, uma opção pelas estradas e pelo transporte individual e poluente, deixando para trás a ferrovia, enquanto em países como Espanha investia-se "em novas linhas, comboios e competências industriais" para um setor que defendeu estar em expansão.

"Este Governo, esta maioria, bem como o anterior governo PSD-CDS já mostraram ao país que a ferrovia não faz parte do passado, mas do futuro", concluiu.

O Programa Nacional de Investimentos 2030, que se insere no Portugal 2030, define os investimentos infraestruturais estratégicos prioritários, nos setores da mobilidade e transportes, ambiente e energia.

De acordo com a informação disponível na página do Portugal 2030 na internet, o PNI abrange as infraestruturas localizadas em Portugal Continental e estrutura-se por projetos ou programas com investimentos superiores a 75 milhões de euros.

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