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"Não é com requisição civil ou serviços mínimos que se resolve a questão"

Associação de Revendedores de Combustível prevê que a situação se complique nos locais que não estão abrangidos pelos serviços mínimos, ou seja, fora do Porto e Lisboa, e pede que o Governo faça um "esforço maior para tentar mediar esta questão e resolver de uma vez por todas, porque é incomportável".

"Não é com requisição civil ou serviços mínimos que se resolve a questão"
Notícias ao Minuto

10:50 - 17/04/19 por Beatriz Vasconcelos 

Economia ANAREC

Sindicato de motoristas de transportes de matérias perigosas e transportadoras chegaram a acordo no que toca aos serviços mínimos, mas a greve mantém-se e sem fim à vista. Os portugueses querem saber quando é que a situação regressa à normalidade, se os preços vão aumentar em virtude do aumento da procura e qual é a solução para este impasse.

O Notícias ao Minuto falou com o presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustível (ANAREC), Francisco Albuquerque, para tentar obter respostas a essas mesmas perguntas. 

Uma vez que há um aumento da procura, esta situação poderá ter impacto nos preços dos combustíveis?

Não tenho indicação nenhuma sobre isso nesta altura. O que é importante é que esta situação se possa resolver o mais depressa possível, porque não é com requisição civil nem com serviços mínimos que vamos resolver a questão.

Não são só os postos de abastecimento que estão em causa, mas também o canal de revenda de gás. Já começa a haver rutura a esse nívelEntão, qual seria a melhor forma de se chegar a uma solução?

O Governo e as partes interessadas têm de ser responsáveis, têm de se sentar à mesa e têm de chegar a um acordo ou pelo menos a um pré-acordo que termine com a greve, porque esta situação é insustentável e já é transversal ao país todo.

Neste momento não são só os postos de abastecimento de combustível que estão em causa, mas também o canal de revenda de gás, nomeadamente gás embalado, engarrafado, GPL botano e propano, que já temos indicações dos nossos associados que já começa a haver rutura a esse nível.

Quais são as perspetivas para o dia de hoje? A situação será idêntica à de ontem?

As estimativas neste momento são muito difíceis. Vamos ver o que é que acontece. As indicações que temos são de que o fluxo se está a manter como no dia de ontem e é mais provável também que entrem novos postos em rutura. Quando estamos a falar em assegurar serviços mínimos de 30% a 40% para as zonas do grande Porto e da grande Lisboa no nosso entender é manifestamente pouco e está a esquecer-se o resto do país. Começará a haver problemas no resto do país.

Serão postas em prática algumas alternativas para abastecer os postos do resto do país, nomeadamente ao nível do Interior?

Não estamos a ver. Já há indicações de que há algum transporte de combustível vindo de Espanha, principalmente no Norte. Mas é pouco, em termos de impacto no país todo.

É imperioso que o Governo faça um esforço maior para tentar mediar esta questão e resolver de uma vez por todas, porque é incomportável Portanto, a situação vai continuar complicada durante o dia de hoje…

Pensamos que sim, mas vamos ver. Não quero estar a fazer futurologia.

O que as pessoas querem saber é quando é que a situação regressa à normalidade. Podemos fazer aqui alguma previsão?

Essa pergunta nós também fazemos. É uma pergunta que gostaríamos até de fazer principalmente às partes interessadas, porque só elas é que podem fazer alguma coisa. É imperioso que o Governo faça um esforço maior para tentar mediar esta questão e resolver de uma vez por todas, porque é incomportável.

Até porque mesmo que o abastecimento regresse à normalidade, os postos de todo o país não vão ter logo combustível disponível, não é?

É uma situação transitória, penso que terá uma resolução relativamente rápida. Não é por aí. Convém é mitigar estas situações e resolver isto o mais depressa possível.

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