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Governos não estão a dar atenção ao potencial económico da CPLP

O presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) lamentou hoje que os Estados não estejam a dar "a atenção suficiente" ao potencial de complementaridade económica que os países lusófonos têm.

Governos não estão a dar atenção ao potencial económico da CPLP

"Angola, Moçambique e Brasil passaram por tempos difíceis, Portugal está a recuperar, e portanto esta miscelânea tem de ser vista numa perspetiva de cooperação mais ativa entre os Estados-membros da CPLP, tendo em conta que não estamos a maximizar a visão que a CE-CPLP tem estado a explorar, que é complementar a falta de investimento e migração de profissionais nos momentos mais difíceis da economia de cada Estado-membro", disse Salimo Abdula.

Em entrevista à Lusa a propósito da entrada em funções do novo secretário-executivo, o português Francisco Ribeiro Telles, a 01 de janeiro, o empresário acrescentou que "estas questões têm de ser vistas como prioridade", mas lamentou: "O que está a acontecer é que nós, empresários, estamos a puxar, mas sentimos que os Estados têm outras prioridades, que são as questões internas das suas políticas e não estão a dar a atenção suficiente a esta ambição da CPLP".

Salimo Abdula, que foi eleito para um novo mandato à frente da confederação, lamentou ainda que esta entidade não tenha poderes executivos, ficando-se pela incumbência de aconselhar e assessorar os Estados em matérias económicas e empresariais.

"A CE é apenas um órgão consultivo, infelizmente, não temos poder executivo, cabe-nos a assessoria aos governos, e estamos a apresentara visão de uma nova dinâmica, com vários pontos importantes sobre as ferramentas, destacando a veia mais importante, e que ganhou outra dinâmica e aceitação política por todos os Estados membros, que é a mobilidade, com a livre circulação de pessoas numa primeira fase, e depois de bens e capitais", vincou o empresário moçambicano.

A criação de uma entidade financeira que possa evoluir para um banco de desenvolvimento é outra das grandes apostas da CE-CPLP, argumentando que "é um grande desejo dos empresários, para apoiar os melhores projetos infraestruturais no espaço da CPLP".

A ideia, acrescentou, está a ser discutida no seio dos Estados-membros, "e a tendência que ganha força é que esta instituição envolvente, que sirva todos os Estados-membros, tenha capitais mistos e faça avaliações conjuntas de projetos".

A Confederação Empresarial da CPLP defende ainda como prioritária a criação de um tribunal arbitral e o reconhecimento de algumas classes profissionais, exemplificando com a de médicos, advogados e arquitetos.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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