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Sétima manifestação de trabalhadores da CGD-França em dois meses de greve

Os trabalhadores grevistas da sucursal francesa da Caixa Geral de Depósitos (CGD) realizaram hoje a sétima manifestação desde que começaram a greve, há quase dois meses.

Sétima manifestação de trabalhadores da CGD-França em dois meses de greve
Notícias ao Minuto

12:44 - 13/06/18 por Lusa

Economia Banco

O protesto aconteceu junto à Autoridade de Controlo e de Resolução, o organismo francês de supervisão dos bancos, e além de dizerem "não à privatização da sucursal francesa da CGD", os manifestantes quiseram "alertar a autoridade de supervisão bancária em França para o que está a suceder na sucursal", disse à Lusa Cristina Semblano, porta-voz da intersindical FO-CFTC.

"Ao fim de dois meses de conflito, nós temos graves problemas na sucursal que dizem respeito ao não respeito da deontologia e regulamentação bancária pela CGD. Há situações que fazem recrudescer o risco de conflito de interesses e de não conformidade das operações bancárias", afirmou a também membro da comissão de negociações eleita pelos trabalhadores em greve.

Cristina Semblano precisou que, "nos últimos dias, a direção geral da sucursal tomou a decisão de colocar intermitentemente colaboradores na origem das operações comerciais nos serviços responsáveis pelo controlo, tratamento e lançamento dessas operações", contra a "segregação estrita das funções" ditada pelas "regras da conformidade e deontologia bancária".

Esta quinta-feira vai haver nova manifestação junto ao Consulado-Geral de Portugal em Paris, na sexta-feira vai haver outra, na Embaixada de Portugal em França, e vão ser "programadas mais manifestações para a semana", acrescentou a porta-voz dos grevistas.

Esta terça-feira, o Tribunal de Grande Instância de Paris pronunciou-se pela nomeação de um mediador nas negociações entre sindicatos e direção, mas "não há razão para desmobilizar enquanto um acordo não for assinado", sublinhou Cristina Semblano.

"A manifestação está com muita força. As pessoas estão muito determinadas. As pessoas já sabem que foi nomeado um mediador, que amanhã vai ser oficializado. Eu penso que isso as acalma mas não tira nada à sua determinação. A nomeação de um mediador não quer dizer que haja um acordo. As pessoas continuarão mobilizadas até que haja um protocolo que seja assinado entre as partes envolvidas no conflito", acrescentou.

O Tribunal de Grande Instância de Paris vai, ainda, pronunciar-se, a 26 de junho, sobre o pedido da intersindical FO-CFTC para ter acesso ao plano de reestruturação acordado entre o Governo português e Bruxelas.

Até hoje, os grevistas da CGD-França fizeram três protestos junto à Embaixada, dois perto do Consulado - incluindo um em que participou o deputado do Bloco de Esquerda Moisés Ferreira - e um na Federação Bancária Francesa.

As manifestações pretendem "protestar contra a alienação da sucursal francesa da CGD", reivindicar "a salvaguarda dos postos de trabalho e do serviço da banca pública à imigração portuguesa em França" e denunciar "as degradadas condições de trabalho que têm levado a graves problemas com impacto na saúde física e mental dos trabalhadores".

Ainda de acordo com Cristina Semblano, os protestos também têm como objetivo criticar "a gestão danosa na sucursal nos últimos seis anos".

No dia 21 de junho, "uma pequena delegação" de trabalhadores grevistas vai ser recebida em Belém pelos assessores para os assuntos do Trabalho e para a Economia, depois de um "pedido de audiência urgente ao Presidente da República", enviado a 29 de maio.

A greve na sucursal em França da CGD, que tem 48 agências e mais de 500 trabalhadores, começou em 17 de abril e foi apoiada pela intersindical francesa FO-CFTC, mas não foi seguida pelos sindicatos CGT e CFDT.

A redução da operação da Caixa Geral de Depósitos fora de Portugal (nomeadamente Espanha, França, África do Sul e Brasil) foi acordada em 2017 com a Comissão Europeia como contrapartida da recapitalização do banco público.

Em 24 de maio, o Governo aprovou os cadernos de encargos com as condições para a venda dos bancos da CGD na África do Sul e em Espanha, segundo comunicado de Conselho de Ministros.

Em 10 de maio, Paulo Macedo afirmou querer manter a operação da CGD em França e adiantou que está a negociar isso com as autoridades, apesar de ter sido também acordada a sua venda, mas acrescentou que isso só acontecerá se a "operação for sustentável, rentável e solidária" com os esforços feitos pelo banco.

A redução da operação da CGD acordada com a Comissão Europeia passa também pelo fecho de 180 balcões em Portugal até 2020, cerca de 70 agências encerram este ano, entre as quais a maioria já este mês, de acordo com comunicado desta segunda-feira do banco público.

Em 2017, fecharam 67 balcões, pelo que, com o encerramento destas 70 agências, a CGD terá ainda de fechar mais 43 balcões nos próximos dois anos.

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