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Neste banco não há ativos tóxicos: As notas do Sporting-Gil Vicente

Sporar, Tiago Tomás e Daniel Bragança, apostas de Rúben Amorim no decorrer da partida, orquestraram a reviravolta leonina na partida em atraso da jornada inaugural da I Liga.

Neste banco não há ativos tóxicos: As notas do Sporting-Gil Vicente

É verde e branca a vice-liderança do campeonato nacional ao fim de cinco jornadas. Um estatuto conquistado, no entanto, a ferros pelo Sporting, que, esta quarta-feira, teve de vestir o 'fato macaco' para derrotar o Gil Vicente, em Alvalade, por 3-1, em partida em atraso da jornada inaugural.

Rui Almeida conduziu um autêntico 'autocarro' de Barcelos até Alvalade e deixou-o 'estacionado' no centro do terreno, obrigando os homens de Rúben Amorim a explorar vias alternativas para contornar todo o 'congestionamento' que estava a provocar.

Os leões tentavam jogar longo, especialmente por João Palhinha, mas um 'imperial' Rodrigão resolvia o assunto sem grandes problemas. E, quando procuravam as alas, acabavam 'encaixados' no esquema adversário, com exceção de uma ou outra arrancada da dupla Nuno Mendes-Nuno Santos.

A impaciência foi crescendo em Alvalade, e atingiu o pico quando, aos 52 minutos, Lucas Mineiro foi às alturas desviar, de cabeça, uma bola bombeada por Talocha para o fundo das redes à guarda de Antonio Adán, para fazer o primeiro golo da noite.

Em vantagem no marcador, os gilistas recuaram ainda mais as linhas, ao que Rúben Amorim respondeu com um 'all-in', ao lançar Andraz Sporar, Tiago Tomás e (ligeiramente mais tarde) Daniel Bragança, para o lugar de Luís Neto, Matheus Nunes e Pedro Porro. Uma aposta que não poderia ter corrido melhor.

Aos 82 minutos, o avançado esloveno foi às alturas cabecear para o golo da igualdade. Aos 84, o ala português consumou a reviravolta após um passe genial do compatriota. E, por fim, aos 90+6', chegou a tão desejada tranquilidade, desta feita por Pedro Gonçalves, que ganha cada vez maior estatuto em Alvalade.

Assim ficou selado um precioso triunfo, que permite ao Sporting isolar-se na segunda posição da I Liga com 13 pontos, menos dois do que o Benfica, que lidera a prova, e mais três do que o FC Porto, que agora é terceiro. Quanto ao Gil Vicente, é 12.º segundo, com os mesmos cinco pontos de Tondela, Belenenses SAD e Paços de Ferreira.

Figura

A influência de Pedro Gonçalves neste Sporting fica cada vez mais evidente a cada semana que passa. Diante do Gil Vicente, foi por várias vezes procurado em velocidade, mas, apesar do esforço, nunca foi feliz. Foi quando teve a bola no pé que conseguiu, por fim, fazer a diferença. Foi dele o cruzamento que resultou no golo do empate, por Andraz Sporar, e foi diretamente dos seus pés que a bola encontrou o caminho para o último golo da noite.

Surpresa

Entrada de rompante de Tiago Tomás. O 'menino' de apenas 18 anos voltou a demonstrar personalidade e quis ter bola desde o momento em que entrou em campo. Dispôs de uma única oportunidade para marcar, a passe de Daniel Bragança, e não cedeu à pressão do momento. Marcou o terceiro golo da temporada e voltou a 'avisar' Rúben Amorim de que está pronto para ter maior preponderância na equipa.

Desilusão

Uma noite para esquecer de Jovane Cabral. O luso-cabo-verdiano mostrou-se sempre 'perdido' na posição mais central do ataque. Tentou 'arrastar' defesas para criar espaços para Nuno Santos e Pedro Gonçalves, mas chegou tarde aos cruzamentos, decidiu mal... Pode, no entanto, dizer-se que foi mais vítima do que réu, já que, apesar da insistência de Rúben Amorim, fica claro que aquela não é, de todo, a posição que mais o favorece.

Treinadores

Rúben Amorim: O Sporting sofre contra equipas mais fechadas, e isso ficou, novamente, evidente na partida com o Gil Vicente. Sem poder construir pelo centro, a equipa fica sem argumentos e torna-se facilmente anulável, tal como sucedeu, em Alvalade, durante cerca de 80 minutos. O mérito do triunfo é, ainda assim, inteiramente seu, pela coragem de lançar 'toda a carne no assador', com apostas que se revelaram certeiras.

Rui Almeida: O Gil Vicente já tinha demonstrado, diante do FC Porto, ser uma equipa extremamente organizada, e voltou a sê-lo contra o Sporting. A equipa ocupou muito bem os espaços e, enquanto teve 'pernas', obrigou o adversário a jogar da maneira que o deixa mais desconfortável. Já no ataque, a conversa é outra, uma vez que, com exceção do lance do golo, pouco ou nada fez para chegar, sequer, perto da baliza à guarda de Antonio Adán.

Árbitro

Um critério disciplinar perfeitamente 'esquizofrénico' de André Narciso. Mostrou um cartão amarelo a João Palhinha ainda antes dos 40 segundos, mas, durante o 'desfile' de faltas que sucederam esse lance, manteve-o sempre no bolso. Voltou ao 'ataque' já na segunda parte, quando exibiu seis cartolinas no espaço de 28 minutos. Melhor do ponto de vista técnico, desde logo quando admoestou Andraz Sporar por tentar 'cavar' uma grande penalidade.

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